Dueto

ALFORRIADA
 
Não quero versejar sobre o amor,
sobre carinhos dados e perdidos:
seus raios foram intensos e tão frios
que meus sentidos ficaram enrijecidos.

Um dia imaginei estar no céu,
mas tudo era ilusão, melancolia;
  tantas
vezes, infeliz, busquei a Deus,
no
pranto doloroso que me ardia. 

Escoei-me no silêncio da clausura,
e
tudo em mim ruiu, tudo era igual;
eu própria me traguei na noite escura,
até secar-me das garras desse mal.

Descrente, nunca mais eu quis amar
   e os
meus dias, hoje sei que são azuis.
Alforriada,
forte e indiferente,
caminho na opção que me traduz.

Ceres Marylise

 

Desilusão

 

Seu cérebro enviou ao coração,

Mensagem que a deixou entorpecida.

Descrente, ele a pôs na contramão,

Tornando as sensações enrijecidas.

 

De tanto que chorou desilusão,

O amor com que sonhava, repudia!

Restou, apenas, fria solidão,

Que engana a cantar uma alforria.

 

Curar desilusão, sua opção,

Jamais será curtindo uma dor,

Tão pouco se isolando em clausura.

 

A cura virá ao coração,

Se o cérebro, curvado ante o amor,

Aceita que, amar, traz ventura!

 

Manoel Virgílio

Anúncios

Tua Culpa

  

Tua Culpa

 

Fracassos que tu tenhas, tua é a culpa

E nunca a ponha, em outrem, por desculpa.

Enfrenta e, agora, luta qual não fez

Na época em que, de estudos, era a vez.

 

Revolta não demonstres a quem subiu,

Não basta que, a Deus, você pediu,

PoisDeus ajuda a quem cedo madruga”

E perde quem ao ócio o tempo aluga.

 

Desculpas, a ninguém, não mais convence,

Inveja, nunca tenhas de quem vence,

Sucesso tem na vida quem trabalha.

 

É certo que mais ganhe, quem mais valha,

Na vida, quem não luta não avança

E quem somente espera, não alcança!

 

Manoel Virgílio

 
 

Aposentado, vagabundo?

  

Aposentado, Vagabundo?

 

Agora, aposentado, vagabundo,

Eu quero toda a minha liberdade.

Em sonhos, vagueio pelo mundo,

Mentiras, que serão, logo, verdades.

 

Bem solto, nem a mulher me muda o rumo,

Por dias, nas estradas, agora sumo.

Não quero mais cumprir, certos, horários

Em troca de uns parcos honorários.

 

A vida que, ainda, tenho a ser vivida

Espero bem vivê-la, à vontade,

Com aquilo que, no mundo, mais me agrade.

 

Não quero, nunca mais saber da lida,

Vagando, em começo, por meu Rio,

Depois quero voltar a curtir frio!

 

Manoel Virgílio

Falando sobre Basta !

 

Citação

Basta !

  

Participo da Ciranda  Basta” da  Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores com meu sonetoBasta !”

 

 

Basta !

 

Um basta ao terrorismo e à violência,

Às guerras e, do amor, à grande ausência.

basta de sequestros e assassínios,

De assaltos, tantos crimes, extermínios.

 

basta de descaso com a Terra,

Dejetos sobre o solo e sob os mares.

Enquanto o lixo atômico se enterra,

Também, poluição, há, até, nos ares.

 

As águas que, outrora, cristalinas,

, hoje, a maioria, não é potável

E o clima nunca, tanto, foi instável.

 

Um basta a essa fúria assassina,

basta de assistir destruição !

Que o amor seja a humana inspiração.

 

Manoel Virgílio

Basta !

  

Participo da Ciranda  Basta” da  Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores com meu sonetoBasta !”

 

 

Basta !

 

Um basta ao terrorismo e à violência,

Às guerras e, do amor, à grande ausência.

basta de terror e assassínios,

De assaltos, tantos crimes, extermínios.

 

basta de descaso com a Terra,

Dejetos sobre o solo e sob os mares.

Enquanto o lixo atômico se enterra,

Também, poluição, há, até, nos ares.

 

As águas que, outrora, cristalinas,

, hoje, a maioria, não é potável

E o clima nunca, tanto, foi instável.

 

Um basta a essa fúria assassina,

basta de assistir destruição !

Que o amor seja a humana inspiração.

 

Manoel Virgílio

Luz e Cena

  

Luz e Cena

 

Eu quero claridade, quero a luz,

A luz dos olhos teus que me seduz.

Não vejo n’outros olhos, um olhar

Que possa, em momentos, extasiar.

 

Reflete teu poder de sedução,    

Que faz com que teu ser, seja adorado

Trazendo para o meu tanta paixão;

Difícil suportar, ser ignorado!

 

Recuso-me a ser um figurante

Na trama em que levas tua vida,

Porque és minha atriz, a preferida.

 

Recuso o papel de seu amante,

Pois quero em sua vida ser o ator,
E,
nunca, um mero autor a sonhar amor.

 

Manoel Virgílio

Poeta

 

 Poeta é Boa Gente

 

Eu digo que poeta é boa gente,

Pois vive sua vida a sonhar

mundo em que vivemos, reformar.

Poeta é um coração que muito sente.

 

No dia em que um poeta, dirigente,

For posto a este mundo governar,

Veremos que um vate é mais gente,

Pois tudo que é errado há de mudar.

 

Política, apenas qual um meio,

P’ra vida desse povo melhorar,

Os pobres a todos ricos, igualar.

 

O pobre menos pobre é o anseio,

O rico menos rico, ao dividir,

Felizes, em novos tempos, no porvir.

 

Manoel Virgílio