Soneto de Abril

 Abril

 

Abril, vai abrindo com os tolos

Cuidado p’ra um vexame não passar!

O Luso a Niterói foi comer o bolo

Da filha, que nem tinha à casar!

 

Depois temos a Semana que é Santa,

Mas temos, feriado, um dia !.

Na sexta, bacalhaualmoço e janta;

Na Páscoa, chocolate  alegria!

 

Depois, da homenagem à Tiradentes,

Um mártir do Brasil, independente,

Pularam, neste mês, o Descobrimento!

Devíamos marcar o acontecimento.

 

E, assim, Abril, que traz tantos eventos

Nos passa num instante, num momento!

 

Manoel Virgílio

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Passado ou Futuro?

Este fui buscar no fundo do baú, arquivado há muito tempo. Dei uma endireitada e vai ao blog. Que tal?

 

 Passado ou Futuro?

 

Se penso que, na vida, sou passado,

Por certo, é que, o meu, foi alongado.

Porém, talvez, esteja maduro,

Porque planejo, ainda, um futuro.

 

Futuro, quem planeja está vivo,

Passado, quem cultua, quase morto!

Importa, no presente estar ativo,

Por isto, ainda, sonho com seu corpo.

 

Seus olhos não me trazem esperanças!

Quisera acompanhá-la em suas andanças,

Mas, fico a querê-la em pensamento.

 

Na estrada em que corro contra o vento,

Você é contratempo, em esperança,

Que ocupa o meu tempo que, avança!

 

Manoel Virgílio

Mais um escrito em Sampa, mas não, necessariamente, sobre Sampa

 

 

O Certo E O Errado

 

Nos dias que hoje correm, não há mais,

Certeza do que é certo ou errado.

Não prego o moralismo por demais,

Mas, seja o que é moral, sempre, acatado.

 

Não posso aceitar que, o que é íntimo,

Se torne uma atração pela TV.

E nunca aceitarei se diga, ínfimo,

O mal que se  faz ao jovem que isto vê.

 

Não posso, na política, aceitar

Que, alguém possa, por voto, anistiar

Àquele que corrupto e safado,

Ao povo tenha, sempre, enganado.

 

Tenhamos, com o futuro, compromisso.

Errado é com o certo ser omisso.

 

Manoel Virgílio

Um ET em Sampa!

                                                                                 Um ET em  Sampa

 

São Paulo e, eu, entre altos arranha-céus!

Perdido, caminhando em labirintos,

Passeio, entre ruas, sigo ao léu,

Mas. longe, desligado, eu me sinto.

 

Parece que sozinho eu estou.

Um ET, vindo de Venus ou de Marte,

Que entre gente estranha aterrizou,

Não encontra semelhantes em qualquer parte.

 

Difere o ET que aqui chegou

Ou são os paulistanos diferentes?

Só sei que não é verde essa gente!

 

Porém a Paulicéia, ao ET, provou:

Em ruas de São Paulo – passarelas –

Mulheres paulistanas, são mui belas!

 

Manoel Virgílio

 Manoel  Virgílio

Este nasceu numa espera no Aeroporto

Hiato: Um Nada, no Aeroporto

 

Sentado pelo chão do Aeroporto,

À espera, condenado, sem conforto.

Não mais um habitante da cidade

E, longe, sem lugar, tem saudade.

 

Agora, um vazio em sua vida:

Ainda não saiu e não chegou.

Hiato! Seu destino fica em dívida,

Não sai, ali não está e nem ficou.

 

Prolonga a agonia, um apagão!

Coloca mais em dúvida a esperança,

Não mais pode voltar, ficou lembrança.

 

Passado, que, agora, é frustração,

Futuro indefinido, não chegou,

Presente, sua espera não acabou!

 

Manoel Virgílio

Para uma amiga: Coração Partido

   

Coração Partido

 

Se tens o coração, roto, partido,

Chorando muita dor, desiludido,

Levanta teu astral, em esperanças,

Esquece, apaga d’alma as más lembranças.

 

Amar, somente ame, quem te ama!

Esquece quem, não mais, amor te dá.

Se o tempo apagou, do amor, a flama,

Um novo, que virá, a acenderá!

 

Não chores por alguém que não te quer,

Não vivas a lamentar quem foi: – jamais,

Porque, é passado em teus anais.

 

Levante a cabeça, tu és mulher!

Sorria, que o riso te consola

Não mais atenção a quem não chora.      

 

Manoel Virgílio.

Deus! Por Que o Amarelo?

 

                                                                            Deus! Por Que o Amarelo?

 

Se a rosa, a cor rosa, determina,

Por que, Deus, faz rosas em amarelo?

A rosa, qual a mulher, tão feminina,

Por que mudar aquilo que já é belo?

 

O rosa, na mulher, bem lembra a rosa,

Tão bela delicada e graciosa.

Perdoai, oh meu Deus, mas foi mau gosto,

Na rosa o amarelo, terdes posto.

 

Pensai no arco-íris com o rosa,

O rosa em todas flores amarelas…

 Seria a natureza bem mais bela!

 

Só explica o amarelo, uma prosa:

Provar que, na mulher, a beleza é infinda,

                                                                     Pois, até, de amarelo, ainda é linda!

                                                                                         Manoel Virgílio