Mais um sonete meu !

 

 O Poeta E Sua Musa

 

Não vive o poeta sem u’a musa,

Sem ela, sua arte é negação.

A verve, sem a musa, é confusa

E perde o valor, sua inspiração!

 

A musa é que inspira o seu estro,

Que explode, em seus versos, em ricas rimas.

Das rimas o poeta é bom maestro,

E a musa é que o leva à obra prima.

 

Em versos, seu amor, puro, declara

Ás vezes que real, outras sonho;

Se sonho, o seu verso sai tristonho.

 

.A musa é que lhe dá a verve clara,

A luz que se divulga, bem difusa,

Que espalha a poesia, que está na musa!

 

Manoel Virgílio

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Postagem de 3a. Feira: A Paz Arruinada

 

A Paz Arruinada

 

Você arruinou, com meu sossego,

Causando grande impacto em minha alma.

Levou a minha paz, meu aconchego,

Perdi, de minha vida, toda a calma.

 

Surgiu num turbilhão, em meu astral,

Tornou meu dia-a-dia infernal.

Virou da minha vida, a personagem

E tudo que eu vejo é sua imagem.

 

Cativo eu fiquei desse seu brilho.

Em todos os caminhos que, hoje, trilho.

Nas noites mal dormidas, quando insone,

Eu grito em esperanças o seu nome,

 

Mas sei não ter direito a seu amor;

Não pode o capim ter o amor da flor!

 

Manoel Virgílio

Semana do Meio Ambiente: Explosão Demográfica

Participo de uma Ciranda de Poesias em homenagem à Semana do Meio Ambiente com este poema abaixo. Desta vez não é soneto! Uma contribuição minha com a luta para a preservação do meio ambiente. 

 

 

 Explosão Demográfica

 

Na Terra, o homem vive em multidão,

A cada dia, maior, no meio que habita.

E esta demográfica explosão

Agrava, cada vez mais, a sua dita.

 

tantos p’ra ocupar tão pouco espaço,

 Lutando, sob o sol, por um lugar.

Do amor, que fraternal, são fracos os laços,

  E os homens vivem a vida a guerrear.

 

O que se faz, na Terra, p’ra evitar,

Que a vida, por exaustão, venha a acabar?

Por onde anda a humana inteligência,

Que evite se extinguir nossa existência?

 

Igual, dos dinossauros, o nosso fim?

A causa, um meteoro, foi a ocorrência,

Que, deles, extinguiu sua existência

E todos, destruídos, foram enfim.

 

Um novo holocausto, aqui, é possível,

Com a mesma conseqüência, tão horrível.

Mas sendo, os meteoros, previsíveis,

Preocupam-nos motivos mais visíveis.

 

O clima, o homem vai modificando,

Catástrofes climáticas provoca,

Recursos naturais vai esgotando,

E as Leis da Ecologia, ele não adota.

 

As águas, cada vez mais poluídas,

Nos mares, grande é a degradação.

As matas estão sendo destruídas,

Nos ares, há, também, poluição.

 

A causa, com certeza, da exaustão,

Está nessa superpopulação,

Que se não for, a tempo, controlada,

Será, da humanidade, a derrocada.

 

E o homem, por seus erros, pagará!

Por fome e por doenças, dizimada,

Na Terra, a vida humana, acabada,

Quem sabe, dos insetos, a vez, será?

 

Manoel Virgílio

Soneto: – Loucuras de Amor

     Passando por minha pasta "Arquivo de Poesias" onde guardo projetos inacabados de poesias e volto, de tempos em tempos, para tentar terminar alguma, achei um "Loucuras" que, sempre tentava terminar, mas não conseguia. Desta vez terminei num repente. As loucuras sairam na hora, da forma que as queria. com o título "Loucuras de Amor" E ai vão para meus amigos.

  

Loucuras de Amor

 

Tu és minha loucura, insanidade,

Razão que me afasta da razão.

Perdi para o restante a vontade

Sem ti, o mundo é uma exclusão.

 

Não vejo, nas estrelas, mais belezas,

Nos mares, nem nas flores, nem nas rosas.

A vida sem te ter, não tem grandeza,

Tu és a minha musa mui formosa!

 

Loucuras p’ra te ver, todas eu faço:

– Alugo um helicóptero e passo,

Invado teu espaço, do alto.

 

Procuro um para-queda para, em salto,

Caindo no teu colo fazer ninho,

Meu ninho, o meu mundo de carinho!

 

Manoel Virgílio

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Difícil

 Difícil

 

Quisera não sonhar  tecer idílios,

Difícil não poder, dizer, te amo,,

Em noites de insônia, em meus delírios,

Levanto aos céus os braços e, por ti, clamo.

 

Se Deus nos colocou, aqui, em contato,

Por que não deu, p’ra nós, um amor de fato?

Se amá-la eu não posso, ao real,

Eu posso, ao menos, amar, no virtual ?

 

Será pecado, amar no virtual ?

Dizer como eu quero os teus beijos,

Teus lábios, sufocando os meus desejos?

 

Pecado, se isto é; se não é normal,

Limito- me a amá-la, em meus versos,

E choro meu amor, pelo Universo.  

 

Manoel Virgílio

Caiu do Céu

  

Caiu do Céu

 

É bela, a mulher que me caiu

Do céu, qual uma dádiva de Deus.

Nem sei de onde veio, mas surgiu

E logo me tornei um , dos seus.

 

Surgiu como uma benção da Internet

E trouxe um sorriso aos dias meus.

Chegou e se seu amor não me promete,

espero que não haja um adeus.

 

Eu sei que não mereço o que eu sonho,

Porém, p’ra toda vida eu me ponho,

Aos pés da minha musa virtual.

 

Em versos, decassílabos, cantar,

À musa, mui querida, exaltar,

Com verve lhe escrever um madrigal.

 

Manoel Virgílio

 
 

Voltando a falar de amor

 

Concessão

 

Meu Deus há de me ouvir e conceder

Que , em outra vida e dimensão,

Eu tenha d’alma gêmea a atenção

Que possa ao meu amor, enfim, querer.

 

Eu tenha, no etéreo, a concessão

De estar com a alma gêmea, a seus pés,

O que, aqui na Terra, é tentação,

Porém, nas tentativas, revés!

 

Eu tento até o fim dos dias meus,

Suplico uma esmola dos olhos teus,

Porém, de ti, mereço desdém.

 

Espero, no etéreo, no além,

livre desse corpo que desprezas,

Minh’alma, a bem queiras; minha reza!

 

Manoel Virgílio