Outra vez dois sonetos: muita inspiração!!!!

 

 Sou Feliz

 

Sou feliz, já faz tempo e não sabia.

Eu quis a vida toda e o que eu queria,

Eu vejo, hoje: – tenho o que mais quis;

Somente sei, agora: – sou feliz!

 

Amigos tenho muitos e presentes;

Haveres tenho o que é suficiente.

Saúde ainda tenho, hoje em dia,

E quando me faltar … eu já devia !

 

Amores tive muitos em minha vida.

Alguns foram reais, outros … só sonhos,

Talvez, esses, melhores, bem  risonhos.

 

E hoje a minha vida é garrida!

Vitórias do meu Flu, sempre, projeto

E escrevo sobre o amor, que me é dileto. 

 

 Pensamento

 

Queria adivinhar seu pensamento.

Se nele estou, ao menos, por momentos!

Soubesse que, ali, não estivesse,

A Deus eu rezaria uma prece.

 

Que desse a mim, enfim, o seu amor,

Que, um dia, eu merecesse, seu calor!

Dormisse, aqui, p’ra sempre, em meu ninho,

Coberta, em minha cama, por meus linhos.

 

Porém seu pensamento é como o vento

Que corre pelo espaço, sempre, em frente,

Só acalma num lugar, por um momento.

 

Queria, que você, em calmaria,

Deixasse que eu entrasse em sua mente,

E, nela, me cedesse uma franquia.

 

Manoel Virgílio

 

 

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Hoje, dois sonetos: ” P Que É O Amor” e “Fantasia e Poesia”

 

  

O Que É O Amor?

 

 Amor …, o que será o amor , afinal ?

Será um simples ato sexual?

Alguma coisa a ver com romantismo

Ou só tem mesmo a ver com erotismo?

 

Amor tem muito a ver com sentimento

 E, sexo é, apenas, complemento.

Amor é união, companheirismo,

A vida ultrapassar em parceirismo.

 

 É tempo de estarem de mãos dadas,

Eternos caminhantes na estrada,

Vivendo em contínua comunhão.

 

No leito que dividem, conjugal,

Paixão que representa o sensual,

Mas amor é o que preenche o coração.

 

  

 Fantasia e Poesia

 

Escrevo meus sonetos todos os dias

E, neles, vou buscando poesia.

Procuro bem usar as ricas rimas

E, assim, mostrar, a ti, a minha estima.

 

Cismando vou fazendo minhas trovas;

Da cisma é que, em versos, faço prova:

És a musa que ao meu estro tanto serve,

Razão que me aguça toda a verve,

 

Perdão, por esta minha ousadia!

Eu sei que teu amor já tem um dono,

Porém, pensar em ti é alegria,

É sonho nesta vida, já no Outono.

 

Se tudo isto que sinto é fantasia,

À vida bem me faz: – é poesia!

 

Manoel Virgílio

 

Eternamente, de Marisa Rosa Cabral

Conforme anunciado, em meu Recanto de Encantos, a poetisa Marisa Rosa Cabral, do Rio de Janeiro.

 

Eternamente!


Lá longe, no vale
sob o arvoredo florido,
pés descalços no tempo,
Lá, esperarei por ti.

Ficarei ouvindo o vento,
mirando as nuvens,
adivinhando as horas…
É assim, esperarei por ti.

E não importa nada!
Quanto tempo seja,
Ou por qual caminho venhas.
Ali esperarei apenas.

Nem mesmo a incerteza,
investidas de feras noturnas
ou intuição malsã
Dali me afastará.

E, caso eu morra
Nesta espera eterna,
De certo minh’alma
Ainda, te esperará.

Marisa Rosa Cabral

Querer-te

 

Querer-te
                                           
Querer-te é viver pra te querer,
 Minh’alma e a tua em comunhão.
 Vibrar, em meus sentidos, o teu ser,
 Em nós toda a razão de uma paixão.

 Querer-te, pelo tempo, todo tempo,
                                       Viver uma união que seja eterna.                                      
 O lar, seja no amor o nosso templo,
  E o amor, a sensação que em nós hiberna.

Querer-te é te ter como meu rumo
 É seres o meu sonho de consumo,
 A musa de meus versos, mui querida.


 Querer-te é desejar-te toda a vida,

Em dias de alegrias ou de lamentos,
 Em tempos que de paz ou de tormentos.

                                                                                         Manoel Virgílio

Dois sonetos : “Lusco-Fusco” e “Saudade …Vazio!”

 

 

Hoje. dois sonetos usando temas sobre os quais escreveram duas amigas, a Rose Mori de quem postei Lusco-Fusco. aqui e a Liah que usa diferentes nicks no Orkut (hoje está usando "a Perfeitinha", nossa!!) e que divulgou uma poesia sobre Saudade e Vazio. Aliás, outra poetisa, Marisa Rosa, também escreveu sobre este mesmo tema. Assim, vão Lusco-Fusco e Saudade e Vazio, em minhas versões.

 

  

 Lusco-Fusco

 

O tempo em que, meu estro, muito busco

É aquele em que existe o lusco-fusco.

É tempo em que o resto se apaga,

Se abre à inspiração, sempre, uma vaga.

 

Eu verso sobre as rosas, cor de rosa

Que tornam a natureza primorosa.

E verso sobre a Lua que flutua,

Que à noite me acompanha pela rua.

 

Em versos, eu descrevo as crianças

Que são nossa razão de esperanças.

Não sei se "bem-me-quer" ou "mal-me-quer"

Mas exalto a beleza da mulher.

 

Passado o lusco-fusco, se apaga a chama,

Mas, n’outro entardecer, o estro clama!

  

 

 Saudades … Vazio!

 

Saudades de quem não se conhece?

Talvez, mas como é que isto acontece?

Saudades de um amor pela Internet?

Vazio … p’ra quem, assim, se compromete.

 

Vazio de um amor que feneceu,

Saudades de alguém que já morreu.

Vazio … um outro amor já preencheu

Quem foi, aqui, alguém não esqueceu.

 

Saudades de quem foi e quem está;

Aquele que se foi deixou um vazio,

Vazio que jamais se ocupará.

 

Saudades de quem está, mas está longe,

Se foi e não se sabe se é estio;

Vazio … o coração é que esconde.

 

Manoel Virgílio

O Estro, A Mulher e a Poesia.

 

O Estro, a Mulher e a Poesia

 

 O corpo quer ar puro p’ra viver,

O verso, sem bom estro, não existe.

O estro tem a musa para haver,

A musa, a inspiração, dele, consiste.

 

Não há um bom poeta sem bom estro,

Não basta ter a métrica e a rima.

O estro é inspiração que está acima;

Sem estro o seu verso não é destro.

 

E, Deus, de todo mundo o maestro,

Foi Ele quem criou o nosso estro, 

Mas, antes, fez a mulher, com alegria!

 

Mulher, Sua sublime criação

Que é para o poeta a inspiração,

A fonte, a razão da poesia.

 

Manoel Virgílio

Oh Flor do Céu! Oh Flor Cândida e Pura.

Num site de poesia que me foi indicado por uma amiga, li sobre um desafio a completar um soneto com o primeiro e o último versos sendo dois atribuidos a Machado de Assis. Cumpri a tarefa com o soneto abaixo. Os versos de Machado de Assis, estão entre aspas. Só não posso enviar este soneto ao site porque o perdi. Se alguém o conhecer, por favor, mande-o para mim, pois quem me o indicou , também, não o está achando.  MV
 
Flor do Céu
 
"Oh flor do céu! Oh flor cândida e pura."
Imagem que Deus nos deu, de cândura.
Oh virgem que, de branco, sob um véu,
Qual nuvem imaculada, tinge o céu.
 
Perdoa ao poeta que, em versos,
Não pode descrever tua pureza.
Nem mesmo, em teu encanto, estando imerso,
Não tem como expressar tanta beleza.
 
Oh virgem que inspira a santa lida
De Deus, pelo amor a nós inspirado
E, aos homens, por Jesus tão exaltado.
 
Nós damos por essa causa nossa vida,
Pois o amor é que perdoa nossas falhas.
"Perde-se a vida, ganha-se a batalha"
 
Manoel Virgílio