No Recanto de Encantos, um Coquetel de Sonetos

                  Ontem, um Buquê de Poesias, hoje um Coquetel de Sonetos, sendo cinco de minha autoria(entre eles o prometido e irreverente Cremação) e cinco de poetas que destaco: Antonio Kleber, Nathan de Castro, Godi, Jenario de Fátima e Francisco Monteiro.

 

                                                                                                                                                                                                           

 

 

A Vida e o Tempo                                                                                                                                         

 

Manoel Virgílio

 

A vida, como o tempo, se escoa,

Esvai-se para, sempre, hora a hora;

Segundo a segundo, ela voa,

Se acaba! No futuro ou agora?

 

O tempo, à nossa vida não perdoa,

Vivemos, todos, à morte condenados.

Mas não estamos, aqui, sem fim, à toa,

Pois temos um destino, já traçado.

 

Deixamos n’outras vidas a esperança,

Em cada geração, uma andança.

Pagamos nossas dívidas com lidas.

 

Assim, eternizamos a nossa raça,

De Deus nós recebemos esta graça,

Pois vida soma vida a outras vidas.

                                                    

 

                                                                                                           Dizer O Quê ?

 

                                                                                                                                                                                                                  Antônio Kleber

 

Algum dia, a certeza emergirá

sob a luz de verdade iniludível,

mostrando no teu rosto olhares vagos,

modos estranhos, nus, tristes e tensos.

 

A matéria da mágoa que assumiste

terá pleno deslinde em meu espírito.

Eclodirão respostas, flores, sonhos,

universo que tu jamais prezaste.

 

E o verbo é débil, quedo-me em mudez,

Dizer o quê se tu não mudas nunca,

se és a mesma ao aguardo dos milagres?

 

Em breve, hibernarei, o tempo chega,

verás ao fim que tudo é muito simples

e que a tolice é lei das mais antigas.

 

 

O Hoje, Amanhã, Será o Ontem!    

 

Manoel Virgílio

 

O Sol vai se escondendo no horizonte

E após um lusco-fusco, é apagado.

O hoje, amanhã, será o ontem,

Presente, no futuro, é passado!

 

Eu durmo, acordo, durmo, na rotina,

Das noites que, entre dias, se sucedem.

Das noites que perdidas nesta sina

Da vida, que os dias é que a medem.

 

A vida se escoando, dia-a-dia,

Futuro que, chegando, vai passando,

Enquanto a Terra gira no espaço.

 

Presente, mal que vivo, ultrapasso;

Passado, nos meus dias é maioria;

Futuro, ainda vem, mas, já, minguando. . .

 

 

O Cara

 Nathan de Castro

Eu sou o cara e a cara que apresento
tem os sinais e as marcas da loucura
de bardo atrapalhado em meio à fúria
das tempestades mórbidas do tempo.

Eu sou o cara e o cara que alimento
tem fome de poesia e uma fratura,
causada pelas pedras da luxúria,
no peito acostumado ao passatempo.

Eu sou o cara, o morto-vivo, o ausente,
o que perdeu o amor e, numa prece,
quis ter de volta os olhos do poeta.

Voltar a ser criança?… Felizmente,
o tempo não tem volta e, se tivesse,
traria as mesmas rugas na careta.

 

Poeta é Boa Gente

 

Manoel Virgílio

 

Eu digo que poeta é boa gente,

Pois tem um coração que muito sente,

E vive sua vida a sonhar

O  mundo em que vivemos, reformar.

 

No dia em que um poeta, dirigente,

For posto a este mundo governar,

Veremos que um vate é mais gente,

Pois tudo que é errado há de mudar.

 

Política, apenas qual um meio,

P’ra vida desse povo melhorar

E os pobres a todos ricos, igualar.

 

O pobre menos pobre é o anseio,

O rico menos rico, ao dividir,

Felizes, em novos tempos, no porvir.

 

Deslumbramento (mais um!)
godi


Ah! Senhora! Eu sou mais um que não consegui
Resistir aos encantos de tua beleza!
Um sentimento em mim acendeu quando a vi
Na forma, ao contemplar, de mais pura grandeza.

Aquilo tudo que eu sonhei e que eu senti
Concentrando-se está de forma mais acesa,
Nesta superior novidade que há em ti
E unicamente a suspirar tua realeza.

Decerto, legitimo essa grande vontade,
Que por tua pessoa inebria e me invade
Porém com tanta e concentrada formosura

Mantenho viva a chama e com muita ternura
De que possas saciar meu triste coração
E assim encher a minha vida de emoção

 

Agora é Real!

 

Manoel Virgílio

 

Eu vi o teu sorriso lindo e, agora,

Somente existe ele em minha mente!  

A musa de meus sonhos, desde, outrora,

Surgiu quando a vi em minha frente.

 

Agora é real, tenho uma musa!

Aquela que meu verso há de inspirar.

Assim, é que meu estro logo acusa,

Explode, numa ode ao verbo amar.

 

Amar teus olhos lindos, muito fácil,

Porém, este poeta não abandones,

Porque, sem inspiração se torna frágil.

 

Se perde teu amor, ele delira

E noite, madrugada, fica insone;

Sem musa, não se inspira sua lira.

 

 

 

Final de sonho

Jenario de Fátima

Um sonho de amor quando finda, termina.
Deixa sinais e nítida evidência,
Que devemos olhar com mais prudência
As coisas que a mente descortina.

Pois quem ama quase sempre imagina,
-Talvez levado por doce inocência-
Que no amor existe sempre coerência,
Mesmo quando a linha é tênue e fina.

Quando termina então um dia tudo,
Um coração calado assiste mudo
Ao peso de uma dor sem ter remédio.

Mas em nosso peito dolorido e frio
O lugar do sonho nunca esta vazio
Logo é tomado por tristeza e tédio.

 

Cremação

 

Manoel Virgílio

 

Eu quero o meu corpo bem cremado

Após que, a alma, o tenha abandonado.

Se homem, sempre fui e assumido,

Nem, por simples bichos, serei comido!

 

As cinzas, água abaixo, em descarga,

Não tornem a cerimônia mais amarga: –

Não haja testemunha da empreitada,

Que seja muito limpa a privada!

 

Porém, meu pensamento, deixo em versos,

Pois, mesmo, sendo os críticos, perversos,

Se alguém muito os critica não me queixo,

São versos a herança que, aqui, deixo.

 

Ao fim, não sei se o espírito me resta;

Se resta, no inferno haverá festa!

 

Velho Barco

Francisco Monteiro

Há um velho barco perdido ao mar
Sempre errante em meio às vis procelas
Seguindo o rumo em que o vento soprar
De rota incerta e de rasgadas velas.

Essa vontade de jamais naufragar
É um louco desejo que se revela:
De em calmas águas poder velejar
E fugir da tempestade que flagela

Este barco carregado de agonias
E castigado pelos sais e as maresias
É algo de quem o mundo esqueceu…

Ele navega no mar do esquecimento
Traz o mastro quebrado pelo vento
Ah! Este velho barco errante sou eu!

 

 

 

 

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Um Buquê de Poesias

No meu "Recanto de Encanto" , um "Buquê de Poesias", com nove poesias dos poetas/poetisas, Francisco Monteiro, Efigênia Coutinho, Daniel Cristal, Malu Mourão, Enise Carone, Rose Mori, Ceres Marylise, Odete Baltazar e Iracema Ananias,  participando da programação do 2° ano de nosso blog.
 
 

SONETO PESSIMISTA

 

Francisco Monteiro

Não mais terão notícias minhas
Mesmo aqueles meus caros leitores;
Que leram em versos minhas dores
Sonhei a ventura qu’eu não tinha

Eu suporto um mal que me espezinha:
O de não viver grandes amores;
Conheci somente dissabores
D’uma vida tristonha e mesquinha

Triste como estes versos que ora lês
Leitor, bem sei que irás me perdoar
Vivo estou, mas sonho morrer de vez…

Ando, erro, perambulo cá e lá
Busquei em vão a minha sensatez
Também eu busco a mim (sem m’encontrar!)

 

 

 Espera
Efigênia Coutinho

Horas de exaltação e de deslumbramento!…
Horas de sobressalto… e de êxtase inaudito!…
Horas em que aquecido o coração atento
sem revolta se entrega a apaixonado rito!…

Quando é funda a emoção, cada fibra estremece,
e, toda compungida, a alma mergulha exangue
num incerto cisma, numa doce prece…
que faz gemer a carne e murmurar o sangue!

Quem não sentiu jamais um instante brado
de vocação crescida dia-a-dia, de um coração
gêmeo no teu, capaz de afinidades intensas!

Agora, apenas tu me das licença, de
consagrar-me a ti, ao teu devotamento sem
igual. E és meu sonho, meu terno Ideal!

 

 

                                                                                

O NÉCTAR

Daniel Cristal

 

Lembro-me que havia vento, e a cortina

movia-se como folha de videira;

era asa de seda à nossa beira

e eu co’ a tua imagem na retina…

 

E também havia o som que encanta a dança;

abraçado ao amor, o nosso passo

dançava o acorde desse laço

que ata o coração e o amansa.

 

E foi assim p’ra toda a eternidade:

o vento a afagar o cair da parra,

a asa a transpor o cais da nossa barra

e a retina a amar-te a identidade…

 

E mais ainda: foi o néctar desse mosto

que embriagou a vida ao nosso gosto.

 

2007.Portugal

 

 

 Ainda Enamorada
Malu Mourão

A lua com sua ténue luz prateada,
Banha a noite com sutil emoção.
E eu, ainda por ti tão enamorada…
Banho de amor o velho coração.

Fico a lembrar em doce devaneio,
Quando me deste o primeiro beijo.
Em vão eu ocultava o meu anseio,
Mas bem maior era o meu desejo.

E neste beijo o amor ficou selado.
Mas o tempo afoito em dimensão…
Do amor, na lembrança emoldurado,

Ficou somente a doce recordação,
Fazendo parte apenas do passado,
E em seu luar veio morar a solidão

 

 

Delator

.Enise Carone

O amor
é como rio que corre para o oceano,
uma luz que acende outros planos,
o sonho que busca um abrigo.
É a fera mansa do ser humano,
o possível sem ser engano,
um pecado sem ter castigo.
É como o vento que bate num muro,
uma sombra que se acompanha no escuro,
uma força nunca vencida.
É um compartilhar sem medo,
uma entrega sem segredo
na extensa fronteira da vida.
O meu amor,
se não for maior como no melhor folhetim
é tão delator como um ferro em brasa,
que marca e vaza dentro de mim…

 

 

SEREI ÁGUA

                 Rose Mori

Serei  água

ao invés de vento.

A água que corre

mansamente sobre a rocha fria

e aos poucos com persistência

vai moldando a pedra

de acordo com sua vontade…

lenta e gradativamente…

Não serei como  o vento

que por ser forte demais,

um dia pode romper a rocha

e despedaçá-la em milhões de partículas

que serão espalhadas e levadas

pelo mesmo vento inconseqüente,

se perdendo no tempo e no espaço,

não restando mais

nenhum motivo para soprar…

para lutar…

para conquistar.

Serei água

pura, cristalina, mansa

e conquistarei,

com essa mansidão,

o coração de pedra

que se esconde

atrás do sorriso cínico

e do olhar enigmático.

 

                               18/07/2006.

AMOR MOLHADO

 

Ceres Marylise

2005

 

Iça velas, zarpa em teu navio

 e navega-me esta noite enamorado.

Solta o timão, atende ao teu arbítrio

e deixa-te percorrer no mar bravio. 

 

Soçobra por meu mar amotinado,

até encalhar teu corpo junto ao meu.

Atira a âncora sem medo e calafrio

e sulca as ondas do meu amor molhado.

 

Apagarei o farol dos grandes mares,

alisarei a areia de uma praia

e abraçarei teu corpo renascida.

 

Fundirei teu navio aos meus pesares

e o teu amor, para que não te afastes,

amarrarei com os cabos de minha vida.

 

O SOL E SEUS GIRASSÓIS
 


odeteronchibaltazar

Mal chegaste
e eu me vi nascendo
como a lua azul
que de tempos em tempos
se faz brilhar.

Mal chegaste e eu me percebi
tomando gosto pelo vento
e seus arabescos,
pelo sol e seus girassóis.
Me vi tão menina e tão contente,
buscando o alento
que nunca pensei
ter em algum momento.

Não quero mais
dias vazios e assustadores.
Quero poemas,
longas conversas,
bombons,
batatas fritas,
mãos reconfortantes.
Quero laços de fita
quero amores,
nem que sejam tardios
mas que sejam,
oh, sim,
que sejam
além deste mundo frio.
 
odeteronchibaltazar

 

SORTE

 

Iracema Ananias

 

Por que todos querem o sorriso da sorte?

O que é sorte afinal?

É tudo acontecer segundo

nossos próprios preceitos?

Ter fortuna?

Poder?

Fama?

Carros de luxo?

Iate?

Viagens?

 

Não existe limite para os nossos desejos…

Não existe limite para o preço

dos nossos brinquedos…

 

Mas sorte, verdadeiramente,

não seria ter paz?

A dádiva de um sorriso,

de um abraço sincero?

Contemplar a glória do por do sol?

Ter saúde para aproveitar tudo isso?

Ter família, amigos verdadeiros, filhos, netos?

 

Sorte, é estar vivo e consciente da

importância deste presente de Deus.

É reverenciar a vida em todas

as suas manifestações.

 

Ter sorte é fluir ao ritmo da natureza.

É integrar-se com nosso semelhante.

É dar e receber amor.

É fazer poesia…

 

Ter sorte, é poder dizer tudo isso..

.

19/04/07

Lição de casa da Sociedade

dos Poetas Vivos – Santos

 

Como considero “Gostar de Poesia”

 

 

`Para responder a um tópico da comunidade de minha amiga Fátima Silva, escrevi o soneto que vai abaixo 

 

 

Gostar de Poesia

 

Gostar de poesia é bem amar!

Amar e o que é belo e a natureza.

Gostar de poesia é valorar

Do céu, do mar, da Lua, a beleza.

 

Gostar de poesia é admirar

O brilho das estrelas que reluz

E a Lua que o reflete a brilhar,

Banhando a Terra e o Mar com sua luz.

 

Gostar de poesia é suspirar

Co’as rosas, cor de rosa, entre as cores,

Das flores que são símbolos de amores.

 

Gostar de poesia é se inspirar,

Co’aquilo que na vida é mais belo:

– O riso das crianças, tão singelo.

 

Manoel Virgílio.

Aquela Menina Vietnamita

Hoje ,atrasei minha postagem, mas o motivo foi justo. Estava cuidando de meu filho que teve alta do hospital, após um enfarto, Felizmente, recuperado. Graças!  Faço abaixo, mais um protesto, em cima da foto da menina vietnamita, divulgada por todo o mundo, contra os senhores de guerras e seus crimes contra a humanidade 

 

 

 

 

  Na foto vemos o drama da menina!

Aquela Menina Vietnamita

Foi vítima da fúria assassina

De vândalos chamados, em toda a história: –

Heróis ! Sendo seus crimes, suas glórias.

 

Não têm de suas ações nenhum pudor

Levando, a inocentes, o horror.

Crianças são as vitimas maiores

Dos crimes dessas guerras, os piores!

 

Contudo, pelas guerras, condenados,

Somente os que são os derrotados!

Assim, co’os criminosos do holocausto.

 

Porém em Hiroshima e Nagasaki,

Aqueles responsáveis pelos ataques,

Jamais foram punidos por esses infaustos.

 

Manoel Virgílio

Postando Sonetos de Marcos Valério Loures

 
Primeiro posto um soneto comum, com dois quartesos e dois tercetos. Depois sonetos que eu chamo de  "Loures" pois nunca vi ninguém usar a forma que ele usa com duas estrofes de seis versos e um dístico. Confiram
 
.SAUDADE E ESPERANÇA                      
Marcos Loures  
     
 Mote :                   
                               "Beijei a ponta da faca"
                                Me disse certa menina,
                               No peito, cravada a estaca,
                               Da saudade; assassina!

 

 

Saudade como faca penetrando

Rompendo o que se fora carapaça.

Aos poucos sem que eu veja, me tomando,

Uma agonia imensa que não passa.

 

O tempo corre lento, se arrastando,

Toda alegria morre e se esfumaça,

O mundo que sonhara desabando,

O que restou de mim, a dor esgarça…

 

Talvez essa saudade inda se cure,

Chegando um novo amor. É, pode ser…

Por mais que o mundo caia e me torture

 

Um dia, no meu peito, nova dança,

Que possa me encontrar e me trazer

O vento tão suave da esperança…

 

 

Sonetos com duas estrofes e um dístico:

 

 

Redentora Amante

 

Andei distantes vales e montanhas
Nas sombras de um passado doloroso.
Sentindo uma agonia nas entranhas
Perdendo uma esperança, morto o gozo
A vida foi por sendas tão estranhas,
Sem ter um só momento mais gostoso.

Um deserto terrível parecia
Sem fim, somente areia em tempestade.
Calada toda a sorte e fantasia,
Distante de saber felicidade,
Meu tempo se passando em agonia,
Vivendo na cruel insaciedade.

Vieste redentora amada amante,
Meu mundo renasceu no mesmo instante

 

Marcos Valério Loures

 

Saudade

 

Saudade, crudelíssimo carrasco
Formada em tão terríveis vendavais,
Veneno que se entorna em frio frasco,
Sem nada construir, tão contumaz.
Reduz a minha vida a um fiasco.
Resseca todo o sonho, mata a paz.

As bocas que beijei, ledo passado,
Sorrindo e penetrando outros desejos.
Recado recebido e disfarçado
Em forma de ironias ou de beijos.
Felicidade nunca foi meu Fado,
Os dados mal jogados, os despejos.

Meus dias vãos passando; cegos, tensos.
Os vales da saudade são extensos…

 

Marcos Valério Loures

 

 

 

Mais um soneto meu

 

Tu e a Rosa

 

A rosa que envias-te é muito linda;

Tem ela, a tez macia, perfumada.

Porém, não pode, a ti, ser comparada,

Pois linda, muito mais, tu és, ainda!

 

As rosas são rainhas dos jardins,

Destaque entre lírios e jasmins

Mulher, mais que as rosas, tem nobreza.

Rainha, ela é, na natureza.

Sou súdito de ti, por amor infindo,

Por olhos que são verdes; ou são negros?

Que importa a sua cor, se são tão lindos?

São lindos mas, por certo,. têm segredos!

 

Segredos de amores no passado,

 E aquele, que é presente, desprezado!

 

Manoel Virgílio

Mais um soneto, meu

 

  Sou Feliz!

 

Feliz, eu sou, faz tempo e não sabia,

 Da vida eu já tive o que queria,

Pois, hoje, tenho tudo o que mais quis!

Somente, agora, sei que sou feliz!

 

Amigos, tenho muitos e presentes!

Haveres, o que  me é suficiente.

Saúde ainda tenho, hoje em dia,

E quando me faltar,  … eu já devia !

 

Amores tive muitos em minha vida.

Alguns foram reais, outros … só sonhos,

Talvez, esses, melhores, bem risonhos.

 

Portanto, a minha vida é garrida!

Eu tenho, da família, o seu carinho

E, ainda, alguns anos em meu caminho.

 

 

Manoel Virgílio