Mais um soneto meu: –

 

 

 Amor Virtual …É Diferente!

 

O amor que é virtual é diferente!

Amor por um retrato à sua frente

Que está a admirar na sua tela,

Sonhando que terá aquela bela.

 

Os olhos, imagina a cor que têm,

Em sonhos, este amor, assim, mantém.

Delira por um amor que é irreal

Que vive só num plano ideal.

 

E lê, no dia-a-dia, lá no Orkut,

Mensagens que lhe são, sempre, um deleite,

Pensando que, afinal, é um aceite.

 

Porém, logo termina o desfrute!

Percebe ao ler mensagens, sempre iguais:

– São todos os amigos dela, seus rivais!

 

Manoel Virgílio

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Homenagem Póstuma

Homenagem póstuma à poetisa Marici Bross, da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, falecida em 24/11/2007.

 

 

 

 

 

 

 À Marici Bross

 

Os pássaros saúdam em revoada,

Fazendo uma nova madrugada;

P’ra nossa poetisa, uma homenagem,

Pois deixa esta Terra, em passagem.

 

Passagem para o céu que é o lugar.

Aonde a poetisa vai morar.

Ao lado do Senhor, que a dotou

Do estro que a, sempre, inspirou.

 

Está a Marici em seu lugar!

Lugar de quem o amor muito exaltou,

Amor que, por seu Deus, ela pregou.

 

O amor, sempre, aos seus versos a inspirar,

A amar, como aos amigos, declamava:

– “Amigo amor, amor amigo” … amava!

 

Manoel Virgílio

 

 

Amigo Amor –
Marici Bross

Amigo amor, amor amigo
Faz sentido num eterno sentir
De nossas vidas e mentes
É um amor muito amado
Um amor sem cobranças
Um amor de verdade
Onde dividimos
alegrias e tristezas

Por outras vezes
Desta amizade
O amor amar pode surgir
Sem que nos apercebamos
E sem procurarmos
Acontece

Ficamos meio sem saber
Que rumo devemos tomar
Enfim amizade é verdadeira
E amor também
Como dividir ou juntar?
Amor amigo é perfeito
Mas amigo amor, também!

 

FALANDO SOBRE AMOR …

Amor  Que Idolatrei  Por Tanto Tempo

MARCOS VALÉRIO MANNARINO LOURES

Amor que idolatrei por tanto tempo
Vendido nas esquinas encontrei,
Achara tão somente um passatempo
Aonde insanidade eu mergulhei.

De tantos contratempos que passara
Minhas passadas foram mais esparsas
Espessa nuvem cedo desfilara
Montando em meus caminhos sempre farsas.

Em velhas procissões o mesmo círio,
O corte tão profundo da navalha,
Empíricos desejos, um martírio
Que emana sofrimento a cada falha.

No cárcere, correntes e grilhões,
Nos bares, cabarés, loucas paixões…

No Tema “Amor”, mais um soneto meu.

Vou postando esta semana poemas sob o tema "Amor". Comecei, ontem, com "Viciado", de Antonio Sanches. Amanhã um outro soneto,  "Amor" , de autoria de Marcos Valério Loures, . 5a, feira mais um  meu e sexta feira , "Amor Profano", com Efigência Coutinho e João Evangelista Rodrigues

 

 “Te Amo” … Um Sonho!

 

“Te amo” não é fácil de dizer,

Também, muito difícil de escrever.

Mais fácil, com o “Te Amo”, bem sonhar;

Alguém sonhar com alguém que está a amar.

 

Quem ama a quem não deve declarar,

Nem sempre o consegue evitar.

Por certo, não o diria por dizer,

Mas tem boa razão pra o querer.

 

Em sonho, qual descrevem todas fadas,

Tem olhos, bem azuis, u’a jóia, cada.

Mui alva qual a nuvem que é mais branca.

Vestida de azul, bem mais encanta.

 

Do sonho que eu sonho, sou sincero,

Não quero acordar, pois desespero!

 

Manoel Virgílio

Recanto de Encantos

 

 

 

Estou lhes apresentando mais um poeta da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores: – Antonio Sanches. Confiram ! 

 

VICIADO

Antonio Sanches

 

Fiz do teu rosto um poema

Da tua boca o pouso dos meus Beijos

E com o mais belo esquema

Na teu corpo depositei meus desejos.

Embriaguei-me de ti

Enlaçado nos teus braços

E tudo o mais esqueci

No calor dos teus abraços.

Viciado e dependente

Fiquei do teu amor

E já não me sinto gente

Sem o teu doce calor.

Mas toda a dependência é perigosa

Todo o fogo destrói

E até a mais bela rosa

Tem um espinho que penetra e dói.

 

 
 

Soneto meu:

 

 Tua Culpa

 

Fracassos que tu tenhas, tua é a culpa

E nunca a ponhas, em outrem, com desculpas.

Enfrenta, agora, a luta qual não fez,

Na época em que era a tua vez.

 

Inveja, nunca tenhas de quem vence,

Revolta não demonstres, a quem subiu.

Desculpas, a ninguém, não mais convence,

A culpa foi de quem não assumiu

 

Se, ontem. não assumistes a verdade,

Deixando os compromissos, sempre em fuga,

Enfrenta, agora, a luta, não refuga!

 

Cuidado que, da vida, nem saudades,

Enfim, tu deixarás, se nada fez!

Depois, não haverá uma outra vez.

 

Manoel Virgílio

Dueto de Efigênia Coutinh0 e João Evangelista

        AVSPE


         

 

Meus Seios
Efigênia Coutinho 
 

Meus seios, por onde desnuda-me
latentes fantasias um fogo ateia
de um verão vindo,deixando a razão
perdida na suplica por tua boca…
 
Meus seios, levo-te à boca, lês
dormentes segredos e deleita-se
ao beber o néctar, gostas de afagos
do aroma mais fundo do meu ser…
 

Meus seios, os beija faminto
caça-me fêmea da ébria loucura
com tua língua de veludo
saciando nossos desejos.
 
 
Meus seios, delicio ao deleite
nas labaredas da tua língua,
ao meio das coxas vaza
o teu pelo meu desejo!…
 

Balneário Camboriú

2007

  

teus Seios
João Evangelista Rodrigues


leio de letras lácteas
o alfabeto de teus  seios
alvos e altivos
saboreio teus desvios e devaneios
bebo o néctar de teus sobejos
toco a ateia de sentidos
antevejo em teu corpo girassóis
segredos de verão
teus seios suplicam minha boca
leio teu silencio
de cetim vermelho
tua pele  branca
em deleite
me lês
nu e sem enfeites
mansa mais que uma gata siamesa
bebo leite em tuas mãos
aromas e afagos
meu próprio ser
em tuas faces

beijo pelo prazer de beijar
ouço às cegas
o som macio
de minha língua de veludo indo ao
fundo indefinido de teu mundo
faminto e feminino
de delicados  delitos

deixo-me queimar nas labaredas
no meio de tuas coxas
entre os teus seios


cavalgo pelos prados
livre e sem receios
entrego-me a teus apelos
sob lua mansa em noite  de maré cheia.