Vida e Morte

 Estou iniciando , hoje, a postagem de uma série de poemas que escrevi e que não são sonetos. Amanhã. alternando, vou postar o soneto "Abandonado" e na 4a. feira, um poema em estrofes descrevendo a viagem que eu fazia, todos os dias , no ônibus C -10 pelo centro do Rio.

 

 

 Vida e Morte

 

Quanto mais penso na morte,

Menos acho o que me conforte.

Quanto mais penso na vida,

Menos desejo a partida.

 

Vida e morte, pura sorte,

Começam, no nascimento!

Vive mais, quem nasce forte,

Parido num bom momento.

 

Mas com a fortuna, na vida,

Vamos cruzar em cada esquina.

Pagar a dívida devida,

Ter o que a sorte nos destina.

 

Sejam sinistros, chacinas,

Sejam moléstias, acidentes,

Seja qual for nossa sina,

A morte chega p’ra gente!

 

Quem tem sorte é quem mais vive,

Ter sorte é ficar idoso!

Moléstias graves não tive,

Disto eu fico orgulhoso.

 

Assim, não posso ter queixa!

Enquanto a morte me deixa,

Eu torço que ela me esqueça,

Que suma … desapareça!

 

Manoel Virgílio

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