Dança de Poesias

 

 

Chuva

 

(Rose Mori)

 

Chove …

E o som dos pingos me trazem à mente

lembranças de outros tempos.

Muitas lermbranças …

Muitos tempos …

Criança se refugiando nos braços maternos

com medo dos trovões

e relampagos que cortavam o céu …

Adolescente, enroscada na manta,

no sofá da sala

sem qualquer pensamento sério

assolando a mente …

Mulher, aninhada no corpo másculo,

do homem amado …

que depois partiu para sempre…

Tudo perdido … passado …

E hoje…

simplesmente só

– na alma e no corpo –

E a chuva continua, indiferente …

Ah! Como eu quisera

que esta chuva

desabasse dentro de mim

e lavasse da alma todos os sentimentos,

Até não restar nada,

a não ser o vazio que não se sente,

o vazio que não machuca.

 

 

Meus Versos …Meus Sonetos

Escrevo os meus versos em sonetos,
Quartetos se há dois, dois são tercetos.
Quatorze são os versos no total,
São simples, p’ra que os leiam, qual jornal.

São todos decassílabos em métrica;
As tônicas: – segundas, sextas e décimas,
Num rítmo que os tornam grã sonantes.
Destaque p’ra idéia, é importante!

Também, ao português tenho respeito.
Se erro, algumas vezes, a redação,
Procuro, no entanto, a perfeição.

Criticam meu purismo: – é meu jeito!
Escrevo como sei e qual eu gosto,
Mas leio versos livres e não desgosto.

Manoel Virgílio

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