Série de Carnaval

 

De hoje até 4a, feira estarei postando poesias tendo como tema o carnaval. Começo com um soneto de Daniel Cristal e, amanhã um meu :  "O Amor de Carnaval"

FANTASIAS DE CARNAVAL
Daniel Cristal

É tempo de nos fantasiar, amigos,
cada um com desejos indiscretos
que agora podem ser bem assistidos
e trocar toda a espécie de afectos.

Podemos ser monarcas sem apelo
vassalo em revolta ou um pirata,
amaldiçoar o mundo ou bendizê-lo,
que tudo é permitido nesta data.

Fantasio o Pierrot, a lenda viva,
a alma colorida em linda cor
ao encontro da sina mais querida…

Vejo-a sempre na fantasia do amor!
Ela aguarda no corso: é Colombina,
a diva que o Entrudo nos destina!

2000.Portugal

Espiral de Sonetos

 
Homenageio ao  Poeta Marcos Valério Mannarino Loures que escreveu uma  ESPIRAL DE SONETOS, com 150 sonetos, que deve ser a primeira da História da Literatura Universal, pois ao contrário da Coroa de Sonetos, simples, que se encerra no primeiro verso do primeiro soneto, essa Espiral chega ao segundo verso, depois ao terceiro até se encerrar no último verso do décimo quarto soneto. Realmente inédito,  uma obra sem igual e, sempre,  dentro da impecável técnica que caracteriza o trabalho desse poeta maior.  Com certeza, Marcos Loures está entre os nossos melhores poetas, atuais.    A Espiral de Sonetos foi divulgada no site da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores que pode ser acessada na minha lista de sites , aqui, à esquerda. Clique. sucessivamente, o nome do site, Índice,  M,  Marcos Loures, Próximo e Espiral de Sonetos. 

 

 

Espiral de Sonetos

 

O Marcos, o que é Loures, grã poeta,

Merece com certeza este epíteto.

Completa, nosso mestre, grande meta: –

Com cento e cinqüenta seus sonetos.

 

Sonetos em Espiral sem ter rival!

Ao Guiness deve ir este recorde.

Jamais uma façanha, que igual,

Estamos nisto, assim, todos acordes!

 

Sonetos se iniciam por vez, cada,

Com versos que compõem anteriores

E, dentro de uma métrica em rigores.

 

O Marcos com a espiral já se consagra,

É obra p’ra ficar entre as maiores.

Cativo, nosso Loures, entre os melhores!

 

Manoel Virgílio

Soneto de Encomenda

 Soneto feito para uma Ciranda com este mesmo título: – Sururu na Cidade!
 

 

Sururu na Cidade

 

Foi grande o sururu na minha rua.

Matheus, de passar a mão foi acusado,

E, logo, em mulher que não era a sua.

Porém, disse o Matheus: – fui empurrado!

 

 Na festa em que havia multidão,

 Ocorre o sururu e trambolhão.

Matheus, quis se livrar de um empurrão;

Caiu sobre a mulher em contramão.

 

O caso é apresentado ao Delegado.

Nenhuma testemunha viu qual a mão,

Se foi a do Matheus, a boba, ou não.

 

Mas, diz o delegado: – encerrado!

 Matheus teve uma queda, sem querer;

 Quem cai, não sabe onde a mão meter!

 

Manoel Virgílio

Musa Minha

 

Musa Minha!

 

Tu és aquela musa inspiradora

Que faz a minha alma sonhadora.

Nos sonhos estás, acima, qual no céu,

Um anjo encoberta em branco véu.

 

Porém quero, a teus pés, me alçar um dia,

Subir, chegar a ti… minha alforria!

Fazer de uma deusa uma mulher,

O mito ser real, é meu mister!

 

Um ninho construir com meu carinho,

E, nele, meu amor te consagrar,

Beijar teus lábios e o corpo abraçar.

 

Um sonho que não posso ter sozinho.

Preciso ter de ti, cumplicidade,

P’ra serem, meus delírios, enfim, verdades.

 

Manoel Virgílio

Quinhentas Mil Visitas

 Hoje homenageio a Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, da qual sou membro efetivo, por ter completado 500 000 visitas em seu site. São poucos os sites que registram tal resultado. É a prova do valor que é dado à poesia. Aqui mesmo nesse meu modesto blog tenho recebido um número de visitas sempre crescente. Nessa semana que passou houve um novo record semanal com 633 visitas, sendo o total atual de 21308. Para visitarem o site da AVSPE cliquem em seu nome na lista de sites, à esquerda. Em membros efetivos, acharão minha página.
 

 

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

 

Quinhentas Mil Visitas!

 

Quinhentas mil visitas comemora,

A nobre.Academia Virtual.

E, logo a um milhão, já chega a hora,

Seguindo este ritmo atual.

 

Um grupo que nasceu do ideal

Da Vate Efigênia Coutinho,

Que une em sua sala virtual,

Poetas e escritores com carinho.

 

Cresceu a sua idéia no horizonte

E fez, da Academia, uma ponte

Que une idiomas e paises.

 

Revela, em português e espanhol,

Talentos, literatos de escol,

Que têm na virtual sala as raízes.

 

Manoel Virgílio

Coquetel de Poesias

Hoje, valorizando nosso blog, quatro poetas da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores. Visitem o site da AVSPE que já recebeu mais de 500 000 visitas. Entrem através de minha lista de sites, aqui no blog, a esquerda. Entre as páginas dos membros efetivos da Academia, encontrarão a minha, com alguns trabalhos. 

 

 

LOUCO?POETA!?
Efigênia Coutinho

Porque incomoda 
o Poeta é Louco
é tudo e nada 
ou pouco!

Mas ser distinto
O Poeta ainda é Louco
Fosse a loucura tal
Expressão, e tudo
Seria doce canção…

O Poeta Louco
Vive em paixão
Ri quando chora

Chora por pouco
E, é taxado de louco!

Viva o seu domínio
Na sua loucura
Da Poesia Pura
Ainda prematura
Que faz o Poeta
Toda sua aventura.

Viva sua Loucura
O Poeta louco
Erga-se o pouco
Viva o Poeta
Taxado de Louco!

 

 

 

Cai uma dor no horizonte
Elane Tomich

Se o dolorido de amar
desce a montanha e some
como sol que insone dorme
em nanquim e se consome…

Se esse não saber chegar
se deixa levar por ondas
destrói metas, horizonte,
fere de morte a esperança
sem tréguas em vagas, sonda
e tira da história a criança…

Se o cerco do suplício
crepúsculo, fim de traslado
hoje num amanhã errado
pode não acontecer…

Se do abismo em meia ponte
meu cantar em cruéis rondas
sombra com medo do escuro,
manto de gala e cilício
de minha procura em apuro…

Se em saga de esquecer
o imperativo de ver
o horizonte em ti perder
a ilusão de te ter…

… Serei eu, sol adverso
despindo a serra qual luva
e chamarei estes versos
de

    Sinfonia da Chuva
Em Sonho de Anoitecer

 

 

 

CONFLITOS DO VIVER

 

Tarcísio R. Costa

  

O viver são apenas momentos

 diferentes

que se conflitam

  ou apenas flashs ilusórios.

 

pode ser a voz a clamar e pedir…

é para uns céu triste nublado,

magoado de trsteza…

É, para outros, o grito

 da vitória do sol

a recuperar a alegria.

 

A vida…

pode ser o presente

viril, alegre a saltitar

ao enxergar os encantos,

e presenciar as transformações…

 

É o pegar a mão de quem se ama,

sem a presença da saudade…

É a plenitude,

É o viver

 

A vida…

pode ser o futuro

 por todos desejado

lá, se espera colher numa seara,

sonhos semeados.

Mas tudo, nesses momentos,

 é de dúvidas.

 Essas incertezas

abortam as ansiedades…

 

A vida…

pode ser o passado,

 o peito oprimido,

sofrido com a melancolia.

por tantos objetos

não atingidos…

 

É o mais sentimental

 de todos os momentos

neles ficaram sonhos e amores

agora, são, apenas, momentos

 sem cores

sem uma plausível

 realidade.

 

Apagar o passado é impossível

porque não se apaga

a saudade…

 

 

O passado, o presente, o futuro

são, acho, ilusões acidentais

por que nada existe concretamente

nessas efemeridades.

 

É a beleza e o contra-senso…

São desilusões e credulidades,

vitórias de mãos dadas

com as decepções..

 

São expectativas, no final,

só conflitos.

 

Tarcísio Ribeiro Costa

Brasília, 24/01/2008

SINAIS


 Ceres Marylise
 
 Primeiro: a luz que nos dá vida,
 quando aprendemos que aquele pranto
 é a chegada ao mundo, é alegria,
 e soa ao nosso ouvido como um canto.
 
 Segundo: a luz dá uma parada
 num olhar vago e questionador,
 recordando que a infância já passou
 e nos assaltam as dúvidas guardadas.
 
 Terceiro: a luz nos orienta
 que somos como o sol lá no poente,
 correndo como a água na vertente,
 atrás do que nos diz a consciência.
 
 Quarto: a luz fica mais fraca
 e uma lágrima sentida nos assalta
 ao escondermos dos outros esses instantes
 de sentimentos que chegam em cascatas.
 
 Quinto: a luz brilha por si própria
 e as lembranças na distância se acomodam,
 pois a quinta sinfonia de uma nota,
 marca os passos do tempo à nossa volta.
 
 Sexto: a luz já não recorda toda a vida,
 porque a cabeleira embranquecida,
 deixa lacunas que o tempo recrimina
 e nos sonhos que ficaram na retina.
 
 O último sinal tem um fulgor estranho,
 quando o corpo já não pode mais sentir,
 os sentimentos já perderam seu calor,
 e a alma que não morre, se escapou

Sonetos de Jenario de Fátima

 

Hoje, dois sonetos de Jenário de Fátima comemorando o aniversário desse grande poeta.  Parabéns !!!

 

Sinopse

Jenario de Fátima

Como é estranho vermos ex-amantes
A indiferença – ou tentativa dela-
Em cada gesto, cada olhar revela,
Que não se esquece o já vivido antes.

E no passar de apenas uns instantes
Reabrem-se feridas e seqüelas,
E as faces mostram como fossem telas
Cenas de velhos filmes intrigantes.

Aqueles mesmos filmes que tentamos,
Apenas ser mocinhos mas ficamos
Com uns papeis não tão bem definidos

Revendo muitas vezes a mesma trama
No fundo, dentro em nós se faz um drama
…Talvez tenhamos sido só bandidos!…

 

 

Lembranças

 

Jenário de Fátima


Quantas …Quantas noites mal dormidas,
Vendo o deslizar das horas mortas,
Vagamos por imagens absortas
No silêncio da casa adormecida.

Quantas as lembranças produzidas,
Que tomam de assalto o vão das portas
E erguem um retrato em linhas tortas
Daquilo o que foram nossas vidas.

E neste emaranhado sempre tem
A dor d’uma lágrima sentida
Que recorda-nos a face de alguém.

Alguém, por quem a alma chora e sonha
E o abraço ao travesseiro é a saída
…Mesmo que as vezes lhe encharque a fronha
!