Saudade e Inércia

Hoje, mais duas poesias de membros da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores
 
Saudade
 

Benedito Pereira da Silva

Sinto a noite se alongar,
E o tempo machucar
Pisando em mim!
Na minha terna saudade,
Ouço, com suavidade,
Sua voz dizendo: "Eu vim!"

Sopra frio o vento,
E o rio barulhento
Vai correndo para o mar!
As estrelas ainda brilham,
Meus pensamentos até desfilam
Um a um, sem cessar!

É noite triste e serena,
Minha casa, que é pequena,
Está grande, vazia demais!
Uma saudade existe em cada canto,
E ela, no entanto,
De mim não se lembra jamais!

Sou feliz, por um momento,
Quando brinca no firmamento
Garoando lindo o luar.
Sou triste, por toda a vida,
Quando sei: minha querida
Não volta; não quer mais voltar!

Na saudade em que estou envolvido
Sinto todo o tempo perdido;
Sinto a vida se acabar!
Na minha mais firme lembrança,
Torno-me criança
E começo a chorar!…

Assim, eu vou vivendo;
Mas um dia pretendo:
Ser feliz, sorrir e cantar!
E isso só vai acontecer
Quando ela aparecer,
Voltar e vier para ficar!

 

 

  

Inércia

 

Ameyde Tessarole Marcheschi

 

 

Diante da lassidão do cotidiano

revivemos todos os momentos,

cenas da nossa existência

passadas no palco da vida.

Enfrentamos desafios audaciosos

e muitas vezes nos orgulhamos

de termos saido vencedores

e noutras tantas choramos

por termos sido perdedores.

 

Em tudo isso existe beleza

e muitas lições também.

Desafiamos os mistérios

da terra e do firmamento

acreditando que êle

concretiza nosso pensamento.

 

Escrevendo, tentamos

traduzir a dor e a euforia,

fragmentos vividos no nosso eu.

Estampamos as multifaces que temos

expondo nossa concientização

do modo certo ou do errado.

Não importa…

aqui fala a alma do poeta.

 

Dizem que os melhores momentos

da vida, está na paixão,

e os piores momentos na solidão.

Mas se ficarmos na inércia,

sem combatermos as pragas,

as ervas daninhas que se

aninharam no coração

nunca saberemos então.

 

Hoje armada com o escudo

da precaução,

entro em guerra com meus conflitos

e parto para a batalha misteriosa

que se apresentou diante dos

meus olhos, do meu coração.

Se sairei vitoriosa, ou não,

pouco interessa…

o que me dá forças para guerrear

e tentar vencer, é a imensuravél

e terrivel dor da solidão.

 

Se eu merecer o troféu

desse novo amor

o erguerei com muita felicidade,

mas se ficar em ultimo lugar,

não importa…ao menos tentei

sair e lutar contra a inércia que

deixei que se instalasse por anos

e anos na minha vida.

Se não for dessa vez….

ainda estarei no campo de batalha

jamais deporei as armas,

sempre no meio das flores

existe uma rosa sem espinho

que  não fere a sua mão.

 

Vitória.E.Santo 2008

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