Homenagem ao Poeta Marcos Loures

 

 

 

 

Marcos Valério Mannarino Loures, se apresenta: –

   ‘Nasci em Muriaé MG no dia 8 de abril de 1962, sou ortopedista de profissão e sonhador por vocação.Tenho 4 filhos, todos Marcos, coisa de mineiro sem originalidade.
    Moro em Alegre no Espírito Santo, mas o coração está em Espera Feliz, MG,
não sou alegre, apenas esperançoso.”… 


O  Poeta Marcos Loures  escreveu uma  ESPIRAL DE SONETOS, com 150 sonetos, que deve ser a primeira da História da Literatura Universal, pois ao contrário da Coroa de Sonetos, simples, que se encerra no primeiro verso do primeiro soneto, essa Espiral chega ao segundo verso, depois ao terceiro até se encerrar no último verso do décimo quarto soneto. Realmente inédito,  uma obra sem igual e, sempre,  dentro da impecável técnica que caracteriza o trabalho desse poeta maior.  Com certeza, Marcos Loures está entre os nossos melhores poetas, atuais.     

 

 

Espiral de Sonetos

 

O Marcos, o que é Loures, grã poeta,

Merece com certeza este epíteto.

Completa, nosso mestre, grande meta: –

Com cento e cinqüenta seus sonetos.

 

Sonetos em Espiral sem ter rival!

Ao Guiness deve ir este recorde.

Jamais uma façanha, que igual,

Estamos nisto, assim, todos acordes!

 

Sonetos se iniciam por vez, cada,

Com versos que compõem anteriores

E, dentro de uma métrica em rigores.

 

O Marcos com a espiral já se consagra,

É obra p’ra ficar entre as maiores.

Cativo, nosso Loures, entre os melhores!

 

Manoel Virgílio

 

Marcos Loures

 

O Loures que só Marcos já tem quatro

Co’o próprio, lá vão cinco, dele eu trato

Se é de profissão ortopedista,

Também, qual sonhador, um sonetista.

 

Mineiro, exalta em versos os seus trens

E vai valorizando os seus teréns.

Em terra capixaba, em Alegria,

Lá sonha co’a “Espera Feliz”, um dia!

 

E sendo um sonhador versa o amor,

Em versos sucessivos, com louvor,

Chegando nas “coroas” à recordista!

 

Difícil, hoje em dia, um poeta

Que tendo a inspiração de um esteta,

Escreva  poesia qual um purista.

 

Manoel Virgílio

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Homenagem ao Poeta Marcos Loures

 

 

 

Segunda Parte

 

A Poesia de Marcos Loures

 

Nosso homenageado criou um forma de escrever sonetos que, pelo menos eu, nunca vi igual. Duas estrofes de seis versos decassílabos com um dístico final,

Vejam um exemplo, neste seu “Se sabes quanto quero o teu querer”

 

Se sabes quanto quero o teu querer

 

Marcos Loures 

 

Se sabes quanto quero o teu querer
Por que te fazes sempre assim tão arredia?
Só quero meu amor no teu verter
No fogo que nos queima em noite fria
No jogo que jogamos pra vencer
Na doce sensação dessa alegria

Imensa de vivermos emoção,
Carinhos sem ter fim, amor tão pleno.
Vibrando em desejos e paixão,
Salvando nossas vidas do sereno.
Batendo bem mais forte o coração…
Viver sem teu amor? não concateno

Sou teu e isso basta para mim,
Amor que não conhece medo e fim…

 

Perdoem-me senhores sonetistas

 

Marcos Loures

 

Quem dera se eu soubesse o que não sei,
Falar de poesia mais a sério,
Porém ao escrever vou sem critério
Tentando seguir métrica qual lei.

Em tanta teimosia eu esbarrei,
Agora estou distante deste império
Seguindo sem ter tempo ou refrigério
Aonde hipocrisia vira lei

Que faço se não posso conceber
Soneto sem ter rima sequer ritmo
A poesia além de um logaritmo

Vivendo tão somente ao bel prazer,
Não pode ter correntes matemáticas
Nem mesmo repetir velhas temáticas…

Velho, Careca e Desdentado

Marcos Loures

Se o furo da parede pede prego
Soneto pede rima? Acho que não,
Se no barco a vapor inda navego,
Eu que mude de nau, embarcação.

Caduco em versos tristes; sigo cego
E peço a quem me lê simples perdão.
Desculpe se teimoso eu não renego
O que aprendi há tempos. Má lição.

Minha alma está banguela e carcomida
A data que em verdade está vencida
Expressa o que jamais se poderia

Tentar dizer em rimas antiquadas.
Galochas nos meus pés acorrentadas
Dizendo moribunda poesia…

Avanço e não convenço mas converso

 

Marcos Loures

 

Avanço e não convenço mas converso
E sabes que nas sebes que segui
O vasto do universo deste verso
Em tramas que teimamos só por ti.

Não minto se te sinto mais por certo,
Absinto me embriaga mas não salva.
Navego tantas noites num deserto
Em plena tempestade, na lua alva.

Magoas se me beijas e deságuas
Amores nestas telas descoradas.
Os rios e cascatas perdem águas
Nas mágoas minhas fráguas desaguadas.

No mármore que amor amaro quebra
O gosto inebriante da genebra…

]

SAUDADE E ESPERANÇA                      

Marcos Loures                                        

"Beijei a ponta da faca"
Me disse certa menina,
No peito, cravada a estaca,
Da saudade; assassina!

Saudade como faca penetrando

Rompendo o que se fora carapaça.

Aos poucos sem que eu veja, me tomando,

Uma agonia imensa que não passa.

 

O tempo corre lento, se arrastando,

Toda alegria morre e se esfumaça,

O mundo que sonhara desabando,

O que restou de mim, a dor esgarça…

 

Talvez essa saudade inda se cure,

Chegando um novo amor. É, pode ser…

Por mais que o mundo caia e me torture

 

Um dia, no meu peito, nova dança,

Que possa me encontrar e me trazer

O vento tão suave da esperança…

 

 

Respeito aos Direitos Autorais!

 

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Falando de Namoros

 

 

 

 

Namoro

 

Eu quero teu sorriso namorar,

 Meus olhos, namorando teu olhar.

Eu quero, um dia, ser teu namorado,

Namoro de mãos dadas, lado a lado.

 

Namoro este corpo tão formoso

Que sinto em meus desejos; é poderoso!

E fico a namorar o teu andar,

Na rua quando passas a caminhar.

 

Namoro o teu colo que é tão branco

O peito que imagino a palpitar,

As pernas, nem consigo imaginar!

 

Porém, no meu namoro te sou franco:

– Eu sofro vendo-te outro namorar…

Na fila, estou cansado de esperar!

 

Manoel Virgílio

 

 

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Nos Meus Braços …..

 

 

 

 

Nos Meus Braços

 

Preciso que um dia, nos meus braços,

Eu possa estreitá-la num abraço

Que possa enfim sentir o teu calor

Assim, saber se tens, por mim, amor.

 

Sentir neste meu peito, no aconchego,

Se tens, por quem te ama, algum apego.

E mesmo se roubado, no teu beijo,

Sentir que tens por mim, também, desejo.

 

De ti vou escondendo esta ansiedade

Que tenho em saber se, em verdade,

Tu tens no coração, minha presença.

 

Se, ai, neste teu peito marco ponto,

Irei logo, correndo ao teu encontro,

P’ra, juntos, desfrutarmos essa querença!

 

Manoel Virgílio

Um Soneto Romântico como as mulheres sempre pedem. Por que só as mulheres?

 

 

 

 

 

Queria A Ti Versar…

 

Queria a ti versar sobre o amor,

P’ra isto não consigo ter coragem.

Confesso que meu verso é sem valor,

Jamais te levará minha mensagem.

 

Eu peço para a Lua te banhar

Mostrá-la, ao luar, bem prateada.

Ao Sol, os teus cabelos iluminar,

Aos ventos que te digam: – és adorada!

 

Mas, versos não consigo te escrever.

A rima que mereces, sem saber,

Não digo o que meus olhos estão a ver.

 

Preciso sobre amor, eu te versar,

Porém, nunca consigo conjugar,

A ti, este difícil verbo amar.

 

Manoel Virgílio

 

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Dois sonetos meus: –

 

 

 

 

 

 

Ester

 

Visão tem qualquer nome; chamo Ester,

Um mito que encantado: – é Mulher!

Confesso que o nome foi a rima,

Criada p’ra expressar a minha estima.

 

Ester, rima perfeita p’ra mulher!

Você, uma Ester, onde estiver,

Que saiba que, aqui, foi a personagem

Perfeita, feita para essa mensagem.

 

Mensagem de um amor, sempre, platônico

Que deixa este poeta muito atônito.

Perdoa, oh Platão se estou errado,

 

Porém, nesta questão, tão atrasado,

Eu sinto o que sentiste por Afrodite.

Ou erro e terá sido por uma Edite?

 

Manoel Virgílio

 

 

 

 

 

Morte é Liberdade

 

A morte é a verdadeira liberdade,

Se acabam para sempre os compromissos.

Só ficam neste mundo as saudades,

Amante, nunca fui um réu omisso.

 

O fato é que, sem amor, não sei viver.

Se vivo, me cerceiam a liberdade.

Sem ter um meu amor, fico a sofrer,

Por mais que eu procure outra verdade.

 

Amor, porém, supõe dualidade.

Se quero Ester e Ester nunca me quer,

Eu sofro, pois não quero outra qualquer.

 

No céu sempre estarei em liberdade

Só anjos e arcanjos, sem mulher.

Espero, não apareça outra Ester!

 

Manoel Virgílio

Mais um soneto meu

 

Uma amiga no Orkut escreveu como nick "Amor é p’ra sentir, não é pra entender" eu comecei a escrever um soneto usando o nick dela, mas antes saiu este ai. Ainda vou terminar o outro com o mote acima.

 

Compreenda Meu Amor

 

Quisera ter meu amor compreendido

Seria, com você, comprometido.

Entenda que é a você que muito amo

E isto pelos ares, sempre clamo.

 

Porém, infelizmente, tu és surda

Ou faz ouvidos moucos a me escutar.

Meus versos, muito mais que eu os urda,
Não lês e, assim, não posso te encantar.

 

Entendas como os olhos que são meus

Procuram com insistência esses teus.

Entendes que teu corpo me fascina

Porém, dizes, que a mim não se destina.

Eu vivo eternamente a te adorar

Tu vives, todo o tempo, a me zoar.

 

Manoel Virgílio