Um Dueto Surrealista

 

 

 

 

Um Dueto Surrealista

                        Soneto

                   Marcos Loures

Vencendo com sorrisos dores tantas,

Ao mesmo tempo adoça com vil mel,

Esconde em plena noite suas mantas

Encantos que se formam a granel.

 

Expia seus temores com paixões

Espia a lua entregue num eclipse

Os versos vão girando em turbilhões

Cometas se debruçam numa elipse

 

E assim, um catatônico esquizóide

Engravidando o sonho, já prepara

Na forma de um fantasma, de um andróide

Palavra que de obscura se faz clara

 

Num ato de completa lucidez

Sacia-se em faminta insensatez…

Nas Nuvens

 

Manoel Virgílio

 

Faminta se sacia na insensatez

Que traz a seu encanto, avidez.

Envolta numa nuvem, em branca manta,

Quem sabe? Será maga ou será santa?

 

Em meio a coriscos e trovões,

Terríveis, formidáveis as visões!

Ribomba em relâmpagos ao leu

Impõe sua soberba pelo céu.

 

O Sol que encoberto, observa.

Espera um bom momento e se reserva

De impor a sua força e majestade.

 

Termina num arco-íris tanta fúria.

Retrata-se o Sol de sua incúria:

– Expulsa a insensata, a tempestade!

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