Por que te amo?

 

 

 

 

 

Porque Te Amo

 

                                                                                Se queres entender porque te amo,       

Porque de “meu amor”, assim te chamo.

É só compreender que teu sorriso,

A mim, por adorá-lo, fez cativo.

 

Cativo desse rosto que é meu mito;

Teus olhos admirar, p’ra mim é um rito.

Um rito de desejos e esperanças

Que ao peito meu, quem sabe, um dia alcança!

 

Enquanto não acontece, são lembranças

Que no presente vão se acumulando

E que um passado lindo vão formando.

 

 Futuro que terei em minhas andanças,

Se longo ou se breve só Deus sabe,

Porém, nele, este amor ainda cabe.

 

Manoel Virgílio

 

Se quizer reproduzir este soneto, eu agradeço, mas não esqueça de citar a autoria.

 

Respeito aos Direitos Autorais!

 

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É Incrível

 

 

Amor Impossível

O amor que eu te tenho é impossível

Pensar que eu te ganhe é incrível.

É qual um plebeu querer sua rainha,

Assim, sei que, jamais, tu serás minha.

 

Porém meu pensamento é sempre livre

E, livres, todos sonhos de quem vive.

Eu vivo a sonhar, com o que me inflama,

Co’ aquela que p’ra mim é a maior chama

 

Eu verso os meus versos, apaixonados,

Pois vivo a sonhar, alucinado,

Co’o que em meu destino me é negado.

 

Porém, sonhar é forma de querer,

Querer é um estímulo a viver,

Viver a alegria de sofrer!

 

Manoel Virgílio

Sofrer, se é por amor…

 

 

 

 

O Amor

 

O amor que, de repente, nos chega ao peito!

Nos traz tanto alegrias qual sofrimentos.

Porém, não o afastamos, não tem jeito,

Pois dele serão, sempre, os momentos.

 

Alegres são momentos a cantar,

Cantando uma canção: – felicidade!

Sofrendo, já ficamos a chorar,

 Julgando terminadas nossas idades.

 

Momentos mui felizes de encanto

Vivemos entoando belos cantos;

Momentos com a face mui molhada

Por lágrimas que, dos olhos, são roladas.

 

Quisera alguns momentos muito tristes,

Sabendo, no entanto, que amor existe!

 

Manoel Virgílio

Toda hora, não!!!

 

 

Meus Travesseiros

 

Não posso dividir meus travesseiros

Contigo, de janeiro a janeiro!

Porque o meu amor não é passageiro,

Se fico, vou te amar o ano inteiro.

 

E, quando, tão sozinho em meu quarto,

Saudoso, à procura tua, eu parto,

Eu sei que me arrisco a um infarto,

Porque de te amar nunca me farto,

 

Assim se os travesseiros eu divido

De vida minha, longa, eu duvido.

Fazendo amor, toda hora me trumbico!

 Melhor eu me poupar; sozinho, fico!

 

Assim, vamos usar de mais razão.

Eu amo todos dias; mas horas, não!

 

Manoel Virgílio

Os homens, também, choram!

 

Um Homem Não Chora?

 

Quisera que eu fosse o namorado

Daquela que me deixa inspirado.

A quem, sempre, dedico os meus versos,

Porém o seu destino me é adverso.

 

Pois dela não mereço um carinho

E fico a sonhar, aqui, sozinho,

Em olhos que me fitam e descontrolam

E assim, os meus, em lágrimas, mui choram.

 

Quem disse que um homem nunca chora,

Se o disse foi porque nunca amou.

Por certo em seu futuro houve a hora

Que em sonhos, pela amada, enfim, chorou!

 

Eu choro pelo amor de minha amada,

Pois, sonho, tê-la um dia… “a  namorada”!

 

Manoel Virgílio

Brincadeirinha!

Quem escreve desenvolve temas ou idéias que lhe vêm à mente, mas que,  nem sempre tem a ver com a realidade! Mas os leitores teimam em pensar que a ficção é real. Que fazer? Mas , afinal, a poesia é sonho. Do poeta e de quem lê!

 

 

A Minha Doença

 

Parece que estou adoentado,

Com febre, com insônia, alquebrado.

Nas noites eu acordo alucinado

Disseram-me que é dengue! Estão errados!

 

Esqueço-me de tudo, vivo ao léu

Cabeça para baixo, os pés no céu.

Não lembro o aluguel, quando é que vence,

Nem lembro os jogos do meu Fluminense.

 

Oh Deus, esquecer o Flu é muito grave!

Será que há perigo que se agrave?

Será que eu serei desenganado?

 

Garanto, por Aedes não fui mordido.

Por certo fui flechado por Cupido,

Porque o que estou, é muito apaixonado!!!

 

Manoel Virgílio

Bate Coração!

 

 

 

 

Velho Coração

 

Vai, bate coração, dentro em meu ser,

Por ela, bate tão descompassado.

Sem mais ter uma razão para viver,

Porque, cheguei ao seu lado, atrasado.

 

Lugar que tão sonhado, mas ocupado,

Julguei – precipitado – já ser meu.

Sonho, sonhado, logo foi roubado,

Por quem, também, sonhava o sonho seu.

 

Oh velho coração, desesperado,

Porque sua emoção foi preterida,

Por aquela que me foi, sempre, querida.

 

Oh Velho coração, despedaçado,

Batendo muito fraco, por infeliz.

Mas forte, se a saudade o faz feliz!

 

Manoel Virgílio