Confissões

 

Confesso

 

Confesso que se um dia eu chorei,

Por certo foi por quem muito rezei.

Confesso: – muitas vezes eu amei;

        Portando, muitas vezes eu orei!         

 

Confesso, cada dia que eu orei,

Se foi por amor, nem sempre eu ganhei.

Confesso, não vivi o que apelei,

Pois muito que apelei, eu só sonhei.

 

Confesso que contigo eu sonhei,

Em sonhos, muito eróticos, te ganhei!

Em noites após noites acordei

E vendo que eram sonhos, eu chorei.

 

Chorei e no meu pranto, confessei:

– Errei! Te desejei, mas não orei!

 

Manoel Virgílio

 

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A Saudade e o Vazio

 

 Saudades…Vazio!

 

Saudades de quem não se conhece?

Talvez,  mas como é que isto acontece?

Saudades de um amor pela Internet!

Vazio … p’ra quem, assim, se compromete.

 

Vazio de um amor que feneceu,

Vazio…um outro amor já preencheu

Saudades de alguém que já morreu.

Se foi; vazio…alguém não esqueceu.

 

Saudades de quem foi, de quem está;

Aquele que se foi deixou um vazio,

Vazio que jamais se ocupará.

 

Saudades de quem está, mas está longe,

Se foi e não se sabe se é estio;

Vazio…o coração não nos responde.

 

Manoel Virgílio

 

Se quiser reproduzir este soneto, eu agradeço, mas não esqueça de citar a autoria.

Respeito aos Direitos Autorais!

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Sonho e Liberdade

  

 

 Os Sonhos São Libertos

 

Nos sonhos, nossos sonhos nos são livres,

Pois, neles, não existe o que nos prive.

Nos sonhos é total a liberdade

Sem regras, como impõe a sociedade.

 

Desejos os sonhamos sem limites,

Sem erros, nos sentimos sempre quites.

Nos sonhos somos sempre muito amados,

Difícil nos sentirmos rejeitados.

 

Os sonhos pelo espaço vão voando

Se alçam, rumo ao etéreo, ao infinito

E levam uma esperança em nosso grito.

 

Um grito, pelo espaço, ressoando

Num mito que é a nossa esperança:

Que o sonho, ao real, um dia alcança!

 

Manoel Virgílio

Esperanças

 

  À Espera com Esperança 

 

A vida é uma espera  enquanto dura,

É espera em eterna esperança.

A vida, que sonhamos, com candura,

Se ao tempo entregamos, não se alcança.

 

Na espera, em lindos sonhos, desejamos

Que um dia há de trazer muitas venturas.

Trazer a felicidade que almejamos,

Ao invés de nos causar só amarguras

 

E, nessa esperança, esperando,

A vida não espera, vai passando,

Mas passa renovando esperanças.

 

O tempo, infinito, segue em frente.

Passado já se foi, vai-se o presente,

Futuro é a esperança que avança.

 

Manoel Virgílio

A vida imaginária é melhor!

 

 

Duas Vidas

 

Eu tenho uma vida que é real,

A vida de meus sonhos é imaginária.

Não falo de uma vida virtual,

São sonhos das visões que são diárias

 

Na vida que é real, os pés no chão,

Mantenho, o dia-a-dia, corriqueiro,

Porém nunca me passa a paixão

Que sinto por você, dias inteiros.

 

Na vida que é real os meus problemas

Sufocam-me com todos seus esquemas

Criando obstáculos ao viver

 

A vida de meus sonhos é, sempre, livre

Sem ter um compromisso que me prive

Que em sonhos eu a possa, sempre, ter.

 

Manoel Virgílio

Mote “Tenho vagado pela noite a procura de um bem” da amiga Rejane.

Vagando

Na noite, vai vagando atrás de um bem,
De alguém atrás de alguém, de um bem, também
Num bar, atrás da taça, olhando a Lua
Na busca, de bar em bar, de rua em rua.

Procura em cada Bar, em cada taça,
Naquele lá da esquina ou da praça.
Na rua onde a Lua, sempre, passa
Brilhante, solitária em sua graça.

Um bem, que traz de ontem tantas jaças
Ao tempo tão ferida, já tão farta
De amores que deixaram suas marcas.

Um bem, igual a quem está à caça,
De alguém que pela noite vai, também,
Vagando atrás de quem não tem ninguém.

Manoel Virgílio

Nem o Criador copiará …..

 

 

Sorriso e Rosto, Sem Iguais.

 

Um rosto como o teu, difícil ver

E um outro que, igual, acontecer.

A amostra é tão suave e tão bela

Que, Deus, o original, p’ra sempre zela.

 

Igual, nunca, um outro surgirá,

Nem mesmo o Criador  copiará,

Assim, com esse sorriso e esse rosto,

Pois foi com mui capricho ali posto.

 

Se é o da Mona Lisa enigmático,

Perdoa, oh Da Vinci, sou enfático: –

Sorriso é o dessa musa a quem eu canto

Se vivo,  pintarias seu encanto.

 

Sorriso que é difícil ser pintado,

Porém,  pelo poeta, é exaltado.

 

Manoel Virgílio