Homenagem à Zumbi

 

 

 

Barco Negreiro

 

Nas brumas o velho barco , lento, ruma

E deixa, o cais, atrás, até que suma.

Levando nos porões negros escravos,

De sua liberdade, então, privados.

 

Estufa suas velas aos bons ventos.

Doenças, falta d’aqua e de alimentos

Se agravam quando chega a calmaria;

Morrendo muitos  negros: – covardia!

 

Cruzando esses mares navegados,

Por tantos outros barcos já cruzados,

Enfim, chega o negreiro a outro cais

E os negros desembarcam, qual animais.

 

Após os dias, tantos, em sofrimentos,

Enfim, aos que chegaram…mais tormentos!

 

Manoel Virgílio

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