Tenham meus amigos um Feliz Ano de 2009

Verde é Esperança!

 

Feliz Ano Novo!

 

 

 

Fim de Ano, Ano Novo

 

O tempo transcorrendo, calmamente,

Eis que, tão de repente, é dezembro!

Com ele vai-se o ano, tristemente

E olhando para trás, do que me lembro?

 

Somente de alguns fatos isolados,

Porém, sei que o vivi intensamente.

Tristezas me deixaram bem magoado,

Sentindo tanta dor em tanta gente.

 

Senti hipocrisia em dirigentes

Que buscam benefícios a si mesmos;

Mas esquecem de lutar por essa gente

Que vive pelas ruas, sempre, ao esmo!

 

Mas sinto, no Ano Nov o, esperanças:

– De não ver, no abandono, crianças!

 

Manoel Virgílio

Queria a Conhecer

 

 

 

 

Ao Vivo e a Cores

 

Queria a conhecer não só de fotos,

Detalhes que nas fotos tanto noto.

Queria, tanto, vê-la a cores e ao vivo

Pois disto, pelas fotos, eu me privo.

 

De ver seus olhos belos, deslumbrantes,

Que trazem a seus pés, por certo, amantes.

Amantes  desse rosto que é tão lindo,

E, nele, esse sorriso que é infindo.

 

Ao vivo, quero ver a personagem

Que a cores, vai mandando-me mensagens,

Que a mim, vai motivando os meus dias,

Trazendo a esses dias, mais alegria.

 

Queria poder ver a minha frente,

Um sonho tão querido, feito gente!

 

Manoel Virgílio

Na Porta da Colombo

 

 

A Confeitaria Colombo

 

O velho, na paquera, esperava,

Na porta da Colombo se esmerava.

A Marcha, já antiga, nos contava:

– O velho, ali, de pé, sassaricava!

 

De terno e gravata, apurado,

Vivia procurando um sassarico

E nunca que se dava por achado:

– Idoso, mas seu dom era ser rico !

 

E ali, hoje, os turistas observam

Belezas que ao tempo se conservam

Num belo ambiente, requintado.

 

Foi muito, por Bilac, frequentado,

Assim, por Reis, Artistas, Presidentes

E, sempre, muita gente evidente.

 

Manoel Virgílio

Natal

 

 

 

 

 

 

 

 


Meus Dias de Natal

 

Saudades do Natal, quando criança!

Dos sonhos que embalaram minha infância,

Brinquedos eram pedidos a Noel,

Porém, era da avó o seu papel.

 

No quarto, quando, cedo, acordava,

Presentes, escondidos, os achava!

E tantos eram os sonhos: – vinham em lotes,

Que abria, manhã inteira, os pacotes.

 

Pobreza ao redor, eu não sabia.

Crianças sem presentes, soube um dia.

Difícil acreditar; coisa maluca!

 

E, hoje, ainda, isto me machuca:

– Ao ver tanta criança sem Noel,

Eu vejo a realidade que é cruel.

 

Manoel Virgílio

Não posso te dar a Lua…

 

 

Promessas

 

Promessas, eu não as fiz a ti em vão,

Pois foram quase qual uma oração.

Por certo, nunca te darei a Lua,

Nem, lá, eu gravarei a imagem tua.

 

Contudo, tu serás, sempre, um farol,

Aquela que em minh’alma é luz, é Sol!

Farol que ilumina a minha vida

Que faz do teu amor minha guarida.

 

Eu quero, eternamente, tu a meu lado,

Aqui, p’ra receber os meus afagos.

Na vida és calmaria qual um lago,

Meus tempos atormentados, enfim, apago.

 

Tu és toda a razão do meu viver.

Sem ti, este viver será sofrer.

 

Manoel Virgílio

A Mulher e a Poesia

Mulher é Poesia

Mulher é, para mim, a poesia!
Em versos, desde cedo, isto exponho,
Escrevo à mulher, com alegria,
Exalto, sempre a musa, à qual eu sonho!

E solto o pensamento a caminhar,
No etéreo, através do universo,
Buscando minha musa, p’ra amar
Contudo, o destino, me é adverso!

Amei, em minha vida, muito amei
Nas escolhas que eu fiz, muito errei
Romances pela vida os criei,
Mas foram, apenas, sonhos que sonhei!

Agora, que, chegando, vem a idade,
Procuro, ainda, a tal… felicidade!

 

Manoel Virgílio

Chegando e Partindo

 

 

Chegadas e Partidas

 

Agora, quando chega é… alegria!

De novo surge o Sol, um novo dia.

Carícias, novamente, prometidas

E todas esperanças renascidas.

 

São trocas de promessas e de juras,

As ausências, repetidas, abjura…

Tristezas se superam co’a presença

Deixando, para trás,… saudades imensas!

 

Mas surge, logo após,… dia sombrio!

Acorda, na manhã, só, com o frio

E sente calafrios em solidão.

 Só resta esperar a volta, então!

 

Chegadas, antecipam as partidas,

Do riso partem as lágrimas vertidas.

 

Manoel Virgílio