Atrasadinho, mas, ainda, em Janeiro!

 

 

 

Janeiro

 

Primeiro de janeiro, feriado,

Começa bem o mês que é de férias.

As praias muito cheias , muito quentes

Receita que é perfeita à toda gente.

 

Cansados de, na véspera e na praia,

Dos fogos deslumbrantes, mil belezas,

Acordam na areia e o sol raia:

– Agora é a vez da natureza!

 

O Sol já vem surgindo, muito forte ,

As águas estão geladas para o banho ,

Contraste, frio e quente, muito estranho.

 

O povo do subúrbio busca o norte

E deixam, para trás, Copacabana,

A praia que é de todos! Isto é bacana!

 

Manoel Virgílio

Mais um soneto de amor

 

 

 

Meu Amor Por Ti.

 

O amor que eu te tenho, em minha vida,

Tornou-se obsessão, minha querida.

Em ti, eu penso logo ao despertar

E és meu acalanto, p’ra sonhar.

 

Tu estás no que é belo e que eu vejo

És tudo nesta vida que almejo.

Não tem u’a bela artista meu desejo

Porque o que desejo é só teu beijo.

 

Se olho para o céu, estás na Lua,

Lá vejo, iluminada, a imagem tua.

Exibes a todo mundo qual és bela!

 

A vejo ao vivo e em cores da aquarela,

Num rosa que é mais belo que o da rosa,

Que a vendo, enciumada, perdeu a prosa.

 

Manoel Virgílio

Amores Virtuais

 

 

 

Amando Por Uma Can

 

Viajo e distraio meus pesares,

Lazeres procurando em meus vagares.

Assim, nunca me esqueço de você,

Saudades alivio num PC.

 

Viajo e vou buscando uma Lan,

Aonde possa vê-la, por uma Can.

Aumenta a Internet, a dependência,

De quem, sozinho, curte uma ausência.

 

O amor que é virtual, realidade,

Moderna opção de ter amor,

Porém, sempre, ao longe, causa dor.

 

Quem ama por uma tela, em verdade

Ausências atenua por e-mails

E ama, através de seu gmail!

 

Manoel Virgílio

Sonhando em Viagem

 

Alvoroço

 

Viajo e vou sonhando, após o almoço,

Mas levo o coração em alvoroço.

Repasso, pouco a pouco, meus pesares,

A vida, em surpresas, traz azares.

 

Não mais, sei eu, o certo ou o errado,

Se aceito o racional, sou derrotado.

Difícil ignorar meu coração,

O amor me vai acima da razão.

 

Se penso em você esqueço o resto,

Nem sei o que é direito, o que é destro

 E sigo, em contramão, pela sinistra.

 

Porém, se um dia a tenho, na conquista,

Eu vejo tudo em flores sem arrestos

E aceito o que, hoje, me é sestro..

 

Manoel Virgílio

Acerto de Contas

 

Juízo Final

 

Num dia em que haverá total eclipse,

Trombetas anunciarão o apocalipse!

Juízo, o final, teremos, então;

Os homens, os seus erros, expiarão!

 

À Terra descerá mortal inverno

E os maus irão direto para o inferno.

Aos céus somente os puros, subirão,

Aqueles com direito à reencarnação,

 

Lotada, do Diabo, a morada

Então, Deus, porá fim às coisas erradas.

Dinheiro e riquezas, acabarão

Política e poder, se extinguirão

 

As guerras, violências, destruição,

Após o final juízo, cessarão!

 

Manoel Virgílio

Meus Ciúmes

 

 

Minha Inércia

 

Se penso que outro a tem, tenho ciúmes

E jogo nos meus versos meus queixumes.

Oh Deus, por que cheguei tão atrasado

Você era p’ra mim ou estou errado?

 

Jamais pensei poder perdê-la um dia,

Sonhando fui deixando ir o tempo.

Porém, se já é de outro, essa alegria,

Eu, triste, amaldiçôo o contratempo.

 

Eu culpo minha inércia, qual me ponho,

Sonhando, embevecido, o tempo passo

E, enquanto sonho, eu perco seu abraço.

 

Sofri muito sofri, pois foi-se um sonho!

Poeta sonha em versos, nada alcança,

Apenas alimenta, esperanças

 

Manoel Virgílio

No Mundo da Lua…

 

Imagem Selenita

 

Tu és toda razão destes meus sonhos

Os sonhos que acalento às madrugadas

Tu és essa mulher que vejo à Lua

Distante dos meus passos, às calçadas.

 

Na Lua tua imagem selenita

Envolta em negro véu que cobre o céu.

Mulher que é tão amada, és mais bonita

Que a Lua, prateada, solta ao léu.

 

Poeta, à poesia se inspira

Derrama o seu estro sobre a lira,

E canta à essa mulher em seu versar.

 

Mulher que em seus versos, é selenita

Porque é lá que o sonho seu habita

E inspira o seu verso à exaltar.

 

Manoel Virgílio