Amar é Uma Arte!

 

 

 

 A Arte do Amor

                                                        

                                                                      

A arte do amor, quem a conhece?

Se todos se propõem a praticá-la,

Bem poucos, no entanto, a merecem;

Limita-se, a mor parte, à arte, amá-la.

 

È grande aspiração da humanidade

Que ama o amor, mas pouco ama.

Parece um absurdo, mas é a verdade

Pois a arte de amar não está na cama.

 

Se tanto, a humanidade, progrediu,

Transportes, eletrônica, internet,

Aos tempos, muito mais ela promete.

 

Contudo, em muitos campos regrediu,

E trata o amor como objeto:

           O sexo vale mais, o que é abjeto!       

 

Manoel Virgílio

Versando sobre o Amor

  

E o Amor, Surgiu…

 

O amor, foi num repente que eclodiu,

Repente, nada mais que num repente.

E tudo de mais lindo, enfim, surgiu

Co’amor que no universo, é presente.

 

Amor que está em tudo, em todas coisas,

No azul que lá no céu tudo encobre,

No branco que enfeita todas noivas,

Nas cores do arco-íris, todas nobres.

 

Em tudo o que é bom e que é belo

Nos ares, por onde voam as gaivotas.

Nos mares em que baleias seguem rotas

 

Nas árvores, no Ipê branco e no amarelo,

Nas flores que enfeitam o jardim….

Foi Deus, quem fez, o amor, tão belo, assim.

 

Manoel Virgílio

Qual será o nosso futuro?

 

 

O Futuro da Humanidade

 

Qual será o futuro dos humanos?

Que fim terá a nossa humanidade?

O homem, sem melhor cuidar da Terra,

Aos poucos, nossa vida, aqui, encerra.

 

Vivemos o início de uma era

Criada por geral aquecimento.

Até que ponto a humanidade gera

Tal fato, com os seus procedimentos?

 

Nos pólos se derretem as geleiras,

Os mares que, assim, se elevarão,

Cidades cobrirão, todas, inteiras,

E as águas, as potáveis, secarão.

 

Terá este futuro, a humanidade?

Ou ainda acordará para a verdade?

 

Manoel Virgílio

Cuidados com o Indevido

Cuidados

 

Cuidei, nunca fazer o não devido

Mas falta, em minha vida, algo perdido.

Desejos que a todos, acometem

Que dizem, indesejáveis, mas acontecem.

 

Listaram, para mim, o que é pecado:

– Evite-os, assim, fui educado.

No lar, na escola, em toda minha vida,

Proibiram-me coisas indevidas.

 

Cuidados fui tomando a não errar:

 – Se cuide; é necessário não pecar!

Se penso, se eu posso discernir,

Porque ser dirigido o meu sentir?

 

E, hoje, está presente em meus sentidos,

Que muito eu perdi, no não vivido!]

 

Manoel Virgílio

É Carnaval !!!

 

 

 

Carnaval no Astral

 

Alado eu vou voando pelo espaço,

Voando vou seguindo no teu rastro

E vejo, nesse espaço, todos os astros

Abrindo alas a ti, no éter, vasto.

 

Estrelas, que de ti, sentem ciúmes,

Porque, ante teu brilho, já não brilham,

Bem pouco no zodíaco cintilam,

E levam, para o Sol, os seus queixumes.

 

O Sol, na Via Láctea, abre tapete

E, ali, na passarela do astral,

Desfilas, qual rainha espacial.

 

Aos céus, os raios riscam qual foguetes,

Saudando a Rainha sideral,

Qual fosse, lá no espaço, Carnaval.

 

Manoel Virgílio

Proezas do Cupido!

Esse Cupido….

 

1      Cupido, Ela Não!

 

Eu tenho, ao meu lado o seu retrato

E, vendo-o; com Cupido, faço um trato:

– Por ela, não me fleche, por favor,

De mim, o que será, se lhe ganho amor?

 

Perdido na beleza de um sorriso,

È fácil ela tomar o meu juízo.

Ciente do perigo, eu insisto:

– Cupido, não me fleche, não resisto!

 

Se irá a minha vida, toda, em sonhos,

Os sonhos que farão, meu ser, bisonho,

A essa vida, eu, nunca me proponho.

 

Prefiro a escuridão do que a Aurora,  

Se não for p’ra viver como agora:

– Mais livre, sem ser dela, todas horas!

 

2 – Cupido, Traidor

 

Cupido me traíste, me flechaste!

Caíram as defesas que eu preparara.

Não sabes? É provável, nunca amaste,

Não sabes a sedução que ela usava.

 

Aquele seu sorriso atraente,

O olhar que atravessava, até, minh’alma,

Fizeram-me esquecer, de ser prudente,

Ganharam o meu ser, com muita calma.

 

Agora, não tem jeito, e a seus pés,

Curvado, humilhado, derrotado,

Rendi me ao poder da sedução.

 

Não valho, sem ter ela, nem mil réis!

Vencido, mas amante e bem amado,

Orgulho-me: – ganhei seu coração!

 

Manoel Virgílio

Minha Musa, Abstração!

 

 

Eu gosto de Você

 

Eu gosto de você, mas que desgosto!

Não quer este alguém que lhe tem gosto.

Eu, sempre, quero quem nunca me quer

Mas, nunca, vou querer um alguém qualquer.

 

O caso é que eu tenho muito gosto

E não me apaixona qualquer rosto.

Eu gosto em você dos olhos lindos

No rosto, um sorriso nunca findo.

 

Assim, o seu olhar é maravilha,

Que até no firmamento, muito brilha.

Faróis que iluminam seu sorriso,

 Porém que, assim, tiram meu juízo.

 

E, mesmo que não goste, não me privo:

– Dos olhos que são seus, eu sou cativo.

 

Manoel Virgílio