Mote: – A imagem de uma mulher lendi um livro.

 

 

 

 

 

De Costas

 

Que pena, nessa foto, estar de costas

A musa que aqui vou exaltar.

Porém eu sou capaz, até de aposta,

Que, ainda assim, à ela eu vou versar.

 

Cabelos  que são lisos, presos ao léu,

Os olhos, me permito adivinhar: –

Castanhos, com certeza, tom de mel;

O rosto, sua mão está a amparar.

 

No livro sob a luz, dá pra notar,

O texto que ela lê, com atenção,

São versos ou uma letra de canção.

 

As costas vejo nuas e a imaginar,

O livro qual espelho a refletir,

Que é belo, o seu busto a luzir!

 

Manoel Virgílio

Mas, nem tudo é delícia…

  

 

A Vida è Uma Delícia

 

Delicia acordar com um beijo dela,

Depois de uma noite de carícias.

De ver a bel manhã pela janela;

Estraga ler o jornal com más notícias.

 

Delícia a algazarra das crianças

Que chegam ao colégio, nas manhãs.

São elas a maior das esperanças,

Porém, nem sempre aprendem coisas sãs!

 

  Delícia quando o carro vai pegando

E o trânsito não está engarrafado,

Mas, droga! O pneu está furado!

 

Delícias pela vida vou anotando,

 Felizes, com certeza, muito agradam,

Mas falhas quase sempre atrapalham.

 

Manoel Virgílio

Qual seu prato preferido?

 

Sabores Brasileiros

 

Sabor, que é bem baiano, o de pimenta,

O gosto na comida, sempre, aumenta.

Que o diga quem comeu um Vatapá,

Sentiu o paladar que a ele dá.

 

Gaúchos do churrasco têm preferência

Mas aquele chimarrão, é uma excelência

E lá em Florianópolis, camarão;

Tutu se faz em Minas com feijão

 

Muqueca não há melhor que a capixaba,

No Rio, feijão preto na feijoada.

Feijão que é de corda no nordeste

Pequi com bom arroz, no centro-oeste

 

Virado é coisa boa de paulista,

Co’o Pato a Tucupi, Pará na lista

 

Manoel Virgílio

Esses computadores, burros!!!!

  

Mote:                                                                                                           

– Minhas dificuldades com a Internet me inspiraram esta auto gozação! MV

 

 

 

 

O Virgílio e a Internet

 

Há coisas que só ao Virgílio acontecem,

Será que esses micros  não obedecem?

P’ra ele a Internet tudo muda

E nem o melhor “expert” lhe dá ajuda.

 

No blog o que sucede, Deus duvida!

O Word, e seu Windows, lhe ficam em dívida.

O Messenger apaga todos seus contatos,

Nas salas não tem papo para um trato!

 

Digita muito rápido, mas errado

E, sempre, põe a culpa no teclado.

Escreve um soneto e erra o arquivo!

Difícil, entre dois mil, achá-lo vivo.

 

Um dia no Orkut, suicidou-se!

– Tentou pegar um hacker, deletou-se!

 

Manoel Virgílio

Saudades do que não houve

 

 

 

Saudades de Você

 

Saudades vou sentindo de você,

Eu sonho que estou acompanhado

Que a tenho ao meu lado a ver TV.

E fico a admirando, deslumbrado.

 

Eu sinto o sabor do seu perfume,

Tão doce que a mim penetra ao fundo.

Se penso em você sai-me um queixume,

Ausente, me parece de outro mundo.

 

Desejo um seu beijo, nunca dado,

Que fica, mesmo assim, sendo saudade!

Aquele que, por mim, sempre sonhado,

Quem sabe, se um dia, será verdade?

 

Se pouco de você já obtive,

Saudades vou sentir do que não tive!

 

Manoel Virgílio

Quem não gosta de Feijão com Arroz e Bife com Fritas ?

 

 

Feijão com Arroz, Bife com Fritas

 

Por mais seja a cozinha, consagrada,

Por mais que saboroso seja o prato,

Por mais o paladar for requintado,

Jamais supera o simples, isto é um fato.

 

Um bife com batatas, que bem fritas,

Feijão com arroz, um prato nacional

Que a todo bolso, bem possibilita,

Além de ser alimento racional.

 

Feijão é alimento que tem ferro

Co’arroz, bife e batata, em companhia,

P’ra todo carioca, isto não erro,

Se for aquele preto, é mania!

 

Assim, não lhe ofereçam refeição,

Sem fritas, bife e arroz; preto o feijão!

 

Manoel Virgílio

Os Amigos do Peito

  

Na Memória e no Peito.

 

Eu tenho em minha mente, tão somente,

Lembranças que me foram agradáveis.

De amigos que, com eles, sou contente,

Esqueço os que não foram, a mim, amáveis.

 

Amigos, se assim chamo, são p’ra sempre,

Quer seja nos bons tempos ou nos maus.

Com eles, minha vida, levo em frente,

Subindo a cada ano um degrau.

 

Recordo, em cada um, uma estória,

Que marca o bom amigo na memória.

Prometo que jamais os esquecerei.

 

Se hoje, entre amigos, estou presente

Se os tenho, com carinho, em minha mente,

Por certo que, no peito, os guardarei.

 

Manoel Virgílio