As Rosas Morenas ……..

 

  

 

Sobre Rosas e rosas

 

Se verso sobre Rosas, aquelas Rosas,

Que habitam nossas ruas, ficam prosas.

Se verso a essas Rosas tão formosas

Se põem, as outras rosas, desgostosas

 

Aquelas que criaram a cor de rosa

Também, as que azuis ou amarelas

Que são, por todo mundo, orgulhosas

Garbosas dão beleza a qualquer tela.

 

São rosas que habitam os jardins

Vicejam  em espaços que afins,

E, belas, se tornaram,  tâo famosas

 

Porém, logo se mostram, invejosas,

Com toda a beleza que é suprema,

Nas Rosas que nasceram, qual tu, morenas!

 

Manoel Virgílio

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Soneto da Primavera

 

 

 

 Setembro

 

Setembro, quando chega, vem em cores;

Canteiros, nos jardins, cheios de flores.

Existe, entre os homens mais harmonia,

É tempo de sonhar com fantasias.

 

Setembro, quando vem, traz alegrias,

A vida se renova a cada dia;

Em tudo há mais paz e menos dores.

Num clima de ternura e amores.

 

Setembro, estação da primavera,

É quando a natureza, vida gera;

É o tempo em que nascem os passarinhos,

Nas árvores, lotados todos ninhos.

 

Setembro, traz à Terra mais riqueza,

 Em festa, nossa mãe, a natureza.

 

Manoel Virgílio

Primavera, inspire aos homens!

 

 

 

 

Quando tudo for Setembro!

 

Será quando um Setembro a nós vier

E, em Deus, o homem, convicto estiver.

A Terra colorida pelas flores,

Hortênsias, margaridas e amores!

 

Os homens entenderam, finalmente:

– Somente em cabeças, que dementes,

Os apóstolos de Deus, serão rivais!

– Jesus, Buda, Maomé, santos e iguais!

 

Os árabes e os judeus, esquecem a guerra

E reina, vez primeira, paz na Terra.

Existe entre nós, fraternidade;

 Na Europa e na África, igualdade!

 

O mundo será, então, todo um Setembro,

Com rosas e margaridas, até Dezembro!

 

Manoel Virgílio

Meu Olhar pela Poetisa Mara Roubert

 

No meu Recanto de Encanto a poesia de Mara Roubert, Poetisa e Mulher!

 

 

 Meu olhar…

Meu olhar pode acalmar a fúria, do mar
Sim, ele pode acalmar os furiosos, tornados
Pode também, aplacar as dores, da alma
Meu olhar pode levar, ao mundo… Paz.

Minha voz pode acabar com, o efeito estufa
Sim, minha voz pode prolongar a vida
Podendo também, as grandes platéias, encantar
Sim, minha voz tem o dom… De acalmar.

Meu olhar e minha voz podem atiçar o mar
Formar furacões, enfurecer as multidões
Minha voz e meu olhar podem mudar a política, do mundo
Sinto dentro de mim, que tudo, tudo posso… Mudar.

II

Piorar ou melhorar a vida, minha e de outros
Só depende de mim, e… Ao descobrir, senti medo
Esse é o meu planeta, minha gente, minha vida
Preciso de cada um, por mais simples… Que seja.

Pois o meu dom de o mundo, poder mudar
Em cada ser do meu povo, também esta contido
E, um olhar, um falar uma ação de, alguém infeliz
Com fome, sede, abandonado e… Sem amor.

Pode meu olhar, apagar e minha voz, calar
Vou, agora acordar e de minha gente, cuidar
Pois, o meu povo precisa também, saber, que…
Seu olhar e sua voz, teem o dom de o mundo… Poder mudar

 

Mara Roubert

 

 

 

 

Musa Maior

 

Musa Maior, Deusa Grega

 

 

 

 

Musa Maior

 

Eu, por um beijo teu, renasceria!

Sonetos às centenas, te faria.

 Em musa, a maior, transformaria

A ti, que a mim, seu vate, elegeria.

 

Maior que p’ra Dirceu o foi, Marília

Assim, para Camões, Dona Maria.

Drumont se a conhecesse, aprovaria,

Fernando, o Pessoa, nem fingiria.

 

A musa, entre musas, então, serias

E, ainda uma elegia, eu escreveria,

À musa que me fora a mais dileta,

Inspiração maior deste poeta.

 

Por, apenas, um beijo teu, todo esse feito

Imagine, então, se chego, ao teu leito!

 

Manoel Virgílio

Meu amor não é efêmero

 

 

 

 

 

 

Jamais

 

  Jamais, meu amor por ti, será efêmero;

Não troco de amor, qual troco as calças.

Volúvel, com certeza, não é meu gênero,

Não julgues, assim, em mim, premissas falsas.

 

Eu amo, mais que o corpo, a tua mente

Aquilo que eu sinto haver em ti.

Que mostra quem tu és: – és muito gente,

E, ainda que à distância, isto senti.

 

Já vi que és muito só, sem solidão,

Nem mesmo a companhia que é dos teus

Evita, isolares, o teu eu.

 

São tuas, duas formas de viver:

– À noite, sempre triste, no sonhar,

          Ao dia, quer alegria externar.       

 

Manoel Virgílio

O Mar e a Musa.

 

 

 

No Mar

 

Do mar, eu vou guardando meus ciúmes

E, com o troar das ondas, meus queixumes.

Pois ele envolve o corpo que desejo,

E tudo que, em ti, tanto almejo.

 

O mar que vai molhando esse sorriso,

Que é algo a que versar, sempre, é preciso,

Murmura, quando bate, u’a melodia

E chora se te vais, maré vazia!

 

Assim, a imagino pela praia,

Aonde, nas manhãs, o Sol se espraia,

Saudando a beleza que é tua!

Teus pés, que são razão para meu culto

À noite, à beira mar, levam teu vulto,

                Ao encontro d’outra bela, no alto, a Lua!         

 

Manoel Virgílio