O Mar e a Musa.

 

 

 

No Mar

 

Do mar, eu vou guardando meus ciúmes

E, com o troar das ondas, meus queixumes.

Pois ele envolve o corpo que desejo,

E tudo que, em ti, tanto almejo.

 

O mar que vai molhando esse sorriso,

Que é algo a que versar, sempre, é preciso,

Murmura, quando bate, u’a melodia

E chora se te vais, maré vazia!

 

Assim, a imagino pela praia,

Aonde, nas manhãs, o Sol se espraia,

Saudando a beleza que é tua!

Teus pés, que são razão para meu culto

À noite, à beira mar, levam teu vulto,

                Ao encontro d’outra bela, no alto, a Lua!         

 

Manoel Virgílio

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