“Cinzas” soneto de Manoel Virgílio.

Cinzas
Manoel Virgílio

Depois de um carnaval com euforia
Pedaços, pelas ruas, da alegria.
Sem mais alegorias e ilusões
Em trapos, fantasias… corações!

Nos ralos, serpentinas já rasgadas,
No lixo uma coroa abandonada,
Daquela, na folia coroada,
Nas cinzas, se sentindo, destronada.

Os sonhos de ser rei e ter rainha,
Que dentro à fantasia, ele mantinha,
Se foram quarta-feira… decepções.

Pierrot sempre a sonhar co’a Colombina
Que segue o Arlequim em sua sina:
– A mesma, em Carnavais, dos foliões!

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