“O Tempo É Ficção” soneto de Manoel Virgílio (para melhor leitura, clique sobre a postagem).

O Tempo é Ficção
Manoel Virgílio

O tempo foi dos homens invenção,
É certo que é somente uma ficção.
De todos os inventos dos humanos,
É ele o maior, não há engano.

Horários todos têm no seu viver,
As horas para tudo acontecer,
Pois obedecem à sociedade,
Na vida que eles têm pelas cidades.

As horas de acordar e de dormir,
Também de trabalhar… de lá sair,
Mantém os homens presos por horários,
Escravos de um senhor: o calendário!

Natal e o Ano Novo acontecem
As férias, carnaval e, assim… falecem!

O Amor do Ente e da Mente ( para melhor leitura, clique sobre a postagem)

O Amor, Do Ente e da Mente
Manoel Virgílio

O amor chega diverso para a gente,
Em cada uma pessoa é diferente.
P’ra alguns ele vem calmo, suavemente,
Já, noutros, ele ferve, intensamente.

Num beijo ele vem doce, docemente,
Já noutro ele vem quente, ardentemente.
Do amor ninguém desiste; vai em frente
Na busca em que se faça, permanente.

O amor nos vem ao corpo e a nossa mente.
Na cama, corpo a corpo, anciosamente,
Na mente, em nossos sonhos, ternamente.

Ninguém deixa de amar; é qual corrente
Que prende, nos amarra para sempre.
Assim mesmo, é gostoso… o que se sente!