Rimando

Rimando
Manoel Virgílio
Eu uso o infinitivo p’ra rimar,
mas dizem que estas rimas não são fortes.
Por certo que gostar rima co’amar,
rimar é bem soar, este é meu norte.
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Bobagem limitarem o rimar!
Num verso a rima é forte, mas já n’outro,
nem sempre muito bem irá soar,
embora satisfaça a quem é douto!
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Nem sempre quem é douto em tantas regras,
escreve um bom soneto com valor.
Cuidados, sempre, tenho em não ser brega,
porém digo que amor rima com dor.
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Contudo eu não uso despautério,
p’ra forte, então, rimar com deletério.

Honestidade

Honestidade

Manoel Virgílio

Não pode ser honesto quem aceita,

defende e co’o corrupto se ajeita;

quem. sempre, justifica qualquer lucro,

ainda que do crime de um corrupto.

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Não pode ter tranquila a consciência,

quem nega de um crime ter ciência.

Ninguém que seja honesto justifica,

quem a vil corrupção, sempre, pratica.

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Não dá para aceitar o desonesto

e quem inda o defende, igual, atua,

porque com o vilão, então, pactua.

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Não dá p’ra o cidadão que seja honesto,

por sua posição, dita política,

aceite quem ao povo prejudica.

Desequilíbrio

Desequilíbrio

Manoel Virgílio

Abelhas vão morrendo pelo mundo,

Será desequilíbrio de espécies?

Preciso é se estudar o fato a fundo,

Eis que mudanças, hoje, ocorrem sérias.

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Mudando o nosso clima, muda tudo,

Verão mais quente e invernos muito frios.

E os homens ignorando, o que é absurdo!

Da vida já se perde o equilíbrio.

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Abelhas vão sofrendo as consequências,

Fenômeno que não é natural,

Porque se dá de forma mundial.

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Co’a falta das abelhas, a ocorrência,

Irá prejudicar a natureza,

Co’efeitos em cascata, com certeza.

Explosão Demográfica.

A Explosão Demográfica

Manoel Virgílio

I

Os homens vão crescendo em multidão

e é causa a demográfica explosão.

Maior poluição é a consequência,

que traz perigo à própria existência!

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O que fazem os homens para evitar

que a vida em exaustão venha a acabar?

Por onde anda essa humana intelegência

que evite se extinguir toda vivência?

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Foi com os dinossauros que ocorreu

catástrofe e seu fim aconteceu.

Motivo, um meteoro, foi a ocorrência

que, trágica, extinguiu-lhes a existência.

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Mas. hoje, a poluição traz mais perigo;

se cresce sem controle, é o inimigo!

II

Haver nova catástrofe é possível.

co’a mesma consequência, tão terrível.

Mas sendo os meteoros previsíveis,

preocupam-nos motivos mais visíveis.

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As águas cada vez mais poluídas,

as matas estão sendo destruídas.

Dejetos poluindo nossos mares,

fuligem e fumaça há pelos ares.

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Assim, da humanidade a derrocada

virá co’a poluição não controlada.

A terra transformada num lixão,

co’espécies animais em extinção.

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O caos se instalará e, então, por certo,

a vida restará só para insetos.

Perdão

Perdão

Manoel Virgílio

Perdoa como o “Padre Nosso” o prega,

Afasta, de si, tudo que o ódio lega.

Perdoa, sempre, quem lhe faz ofensas,

Porque, o perdão, é uma graça imensa.

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Perdoa p’ra que seja perdoado,

Ninguém está imune aos pecados,

Não há ninguém perfeito pela vida

E, todos, temos algo como dívida.

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Demostre que está arrependido,

Então, se perdoado, é merecido.

Perdão para quem dá, feliz o faz,

Princípio necessário para a paz.

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Não guarde, dentro em si, qualquer rancor,

Mais vale cultuar, sempre, o amor.

Reciclar

RECICLAR

Manoel Virgílio

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Preciso e necessário é reciclar,

P’ra a Terra não virar, toda, um lixão

O mar, o ar e solo a contaminar

E a vida chegará à extinção.

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Preciso e necessário ao consumismo

Enfim, se reduzir p’ra o bem comum.

Não digam que se trata de alarmismo

Planeta Terra existe, mas só um!

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Aumenta mais o povo e o consumismo

Também muito mais cresce na sequência

E assim, a extinção, é consequência.

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Preciso e necessário… é realismo:

– Limites p’ra crescer populações,

E, sempre, reciclar todos lixões!

A Paz

A Paz

Manoel Virgílio

A paz não se fará através de guerras,

Senão nunca a teremos sobre a Terra.

Não pode haver a paz pelos canhões

E enquanto alguém viver sob grilhões.

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A paz tem tudo a ver co’a liberdade,

Co’o fim da violência nas cidades.

Que cessem os confrontos de nações,

Que sejam amistosas, religiões.

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Jesus e Maomé, amor pregaram

E a paz aos seguidores inspiraram.

Não há como esses sejam inimigos

E que ódio em suas mentes tenha abrigo.

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Se todos acreditam num só Deus,

Assim, às desavenças, deem adeus.