Soneto Do Lepo Lepo

Soneto do Lepo, Lepo

Manoel Virgílio

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Dificil eu com ela estar quieto,

Porque, sempre, ela quer um lepo lepo.

Manhã e se de lepo estou repleto,

Na sala e na cozinha há repeteco !

.

Até no corredor, olhando o teto,

Deitada ela me faz ser seu objeto.

Porém se ao lepo lepo eu dou um veto,

Por certo vou levar, logo, um teco!

.

À tarde lepo, à noite lepo, lepo!

Por mais que eu tente, o lepo eu não breco.

Tentei, não adiantou, levar um lero,

Por fim não aguentei, eu tive um treco.

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Na cama do hospital, um mês e já ereto,

Suplíco, oh enfermeira… um lepo, lepo!

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