Antônimos em Sonetos

Antônimos em Sonetos

Tudo

Tudo, o homem, muito quer em sua vida

E, nunca satisfeito, quer demais.

Do que é espiritual ele se olvida,

E busca possuir, sempre, algo mais.

.

O tudo é sua meta de progresso,

Que o faz, Deus, esquecer, por querer tudo.

Nem a tudo, no entanto, tem acesso,

Pois frente ao imponderável fica mudo.

.

Em nosso mundo, tudo, ele conquista,

Nos mares, terra e céu, tudo que avista

E muda, a seu favor, a natureza.

.

Porém limites tem sua grandeza:

No etéreo a ambição logo se acaba:

Seu tudo, no universo, é quase nada!

Nada

Difícil, nesta vida, o fazer nada!

O nada é um vazio; não se acaba.

Um nada que, sem cores, transparente,

é nulo e faz vazia a vida da gente.

.

Difícil programar não fazer nada!

Calar e não pensar, é dura saga.

Não sonhar, não querer, não desejar,

no nada se acabar; nada criar.

.

Viver sem nada ter, sem nada crer!

Sem crer a nossa vida já é nada,

um nada que, sem fé, em nada brada.

.

Negar a criatura, o próprio ser,

negar o criador, por vezes cada,

será negar razão, ao próprio nada!

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