Antônimos em Sonetos 3

Antônimos em Sonetos 3

O Branco

O branco veste as rosas com pureza,

em belas expressões da natureza.

E o branco imaculado, se total,

na pomba, é cor da paz, a mundial.

.

Porém a paz é sempre maculada

porque pelos conflitos é manchada,

o que só findará co’o fim das guerras,

A mancha que, p’ra o mundo, horror encerra.

.

De branco sobre o azul, num belo arranjo

que cobre toda a Terra como um véu,

as nuvens pregam paz, no espaço, ao léu.

.

De branco entoam hinos todos anjos,

também os querubins e os arcanjos,

co’a paz que o Senhor prega e vem do céu.

O Negro

É negro todo astral co’estrelas brancas,

acesas pelos tempos, como lâmpadas

que brilham pelo espaço infinito,

mas morrem; qual os homens são finitas!

.

Tragadas em buracos negros vão

sumindo, tendo ao fundo a escuridão.

O “negro” que destrói essa energia,

também, nova matéria formaria?

.

No espaço, o que palpita é energia,

porém se o “negro” a absorve e transforma,

assim, novas estrelas criaria!

.

Se o “negro” de matéria é gerador

e traz para a energia nova forma,

será, afinal, o “negro”, o criador?

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