A Velhinha Trêmula – Anedota num sonetilho.

A Velhinha Trêmula

Manoel Virgílio

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Toda trêmula, a velhinha,

entrou na loja de eróticos,

deixando toda a turminha

imaginando o anedótico.

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Que desejaria a senhora,

grande beleza de outrora?

Um consolo irá levar

para emoções ao usar?

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No balcão, ao sorridente

e prestativo atendente,

de vibrador vai indagar.

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Sempre tremendo, a velhinha,

diz que vibrador já tinha,

mas quer saber desligar!

À Espera Com Esperança.

À Espera com Esperança

Manoel Virgílio

A vida é uma espera enquanto dura,

que, sempre, nos mantém em esperanças.

A vida que sonhamos, às alturas,

se aos tempos entregamos, não se alcança.

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Na espera, em lindos sonhos, desejamos

um dia que trará belas venturas.

Trará a felicidade que almejamos,

invés de nos causar muita amargura.

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E, nesses sonhos lindos, esperando,

o tempo não espera, vai passando,

mas passa renovando as esperanças.

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E, assim, ao infinito, segue em frente.

passado já se foi, vai-se o presente,

futuro é eterna espera… não se alcança!

O Que Fiz Com a Minha Mocidade?

O Que Fiz com a Minha Mocidade?

Manoel Virgílio

O que é que eu fiz co’a minha mocidade?

Co’aqueles anos todos no passado?

Que fiz, quando menor tinha a idade,

com sonhos que jamais realizados?

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Por que, na juventude, não curtia,

nas noites, como é bela nossa Lua?

E estrelas que no céu inda se via,

andando sem perigo pelas ruas?

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Por que poucos lugares frequentei?

Por que, pela cidade, pouco andei?

Por que só estudei e trabalhei?

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Por que fui um estranho no meu Rio?

Agora, meu passado quando o espio,

eu vejo em minha vida um grã vazio.

Guerra e Violência

Guerra e Violência

Manoel Virgílio

Os homens, pela história nesta Terra,

constantes, pelos tempos, sempre em guerras,

Assim, eles revelam a violência,

que é parte das humanas existências.

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Que está, sempre, integrada ao seu instinto,

embora, atenuado, nunca extinto.

Mas pode a educação à controlar,

bem como a consciência popular.

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Após, tantos milênios a lutar,

já, hoje, todo mundo exige paz,

pois, guerra… só tragédia é que nos traz.

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Ainda, muito temos que enfrentar.

afora a violência que é urbana,

terror! Mais ameaça à vida humana.

Dia da Consciência Negra

Dia da Consciência Negra

Manoel Virgílio

Os dias, todos eles são dos negros,

dos brancos e dos índios… da nação!

Contudo, ainda há, não é segredo,

racismo no Brasil… aberração!

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Racismo em nossa terra é sem valência,

pois raças já são tão miscigenadas,

que deve ser formada a consciência,

de que este preconceito não diz nada.

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Difícil, inda, em raça haver purezas,

porque já, hoje em dia, poucos são.

Em décadas, bem poucas, com certeza,

será de uma só raça, esta nação.

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Enquanto que uma raça à outra abraça,

mestiça, no Brasil, será a raça.

Bandeira do Brasil

Bandeira do Brasil

Manoel Virgílio

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No verde e no amarelo que ostentas,

Eu vejo que grandezas, representas..

Das terras do Chuí ao Oiapock

É lindo tudo aquilo que se note.

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Ao azul do céu que é belo e tão imenso

Está um povo heroico a que pertenço.

No branco está a paz que nós mantemos

A paz que seja eterna: a Deus, oremos.

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Nação de raças que miscigenadas,

De negros, brancos, índios e mestiços,

É a Raça Brasileira de grã viço.

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Bandeira desta Pátria tão amada.

Que é, hoje, pelo mundo respeitada,

De um povo que é ordeiro, nunca, omisso.

Abaixo Do Criador.

                                                              Abaixo do Criador

        Manoel Virgílio

                                                   Abaixo de Deus, nosso Criador,

            o humano, feito a sua semelhança,

           de tantas maravilhas inventor,

       se volta, agora, aos céus em sua andança.

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Perante a natureza se é pequeno,

é muito grande em seu interior.

E, sobre tudo aquilo que é terreno,

por ter intelecto é superior.

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Mas não lhe basta o reino sobre a Terra,

pois lança sua ambição por todo espaço,

a sua nova meta p’ra seus passos.

Contudo o seu poder, aqui, se encerra!

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Depois de, ao Universo, ir ao léu,

verá: somente Deus reina no céu!