Guardados

Guardados

Manoel Virgílio

Eu guardo nos armários, nas gavetas,

retratos dos amigos e rebentos.

Lembranças, os meus livros, as canetas

e tudo que recorda meus eventos.

.

Meus discos e meus versos, bons momentos,

alguns quadros a óleo ou nanquim.

Relógios me fascinam qual o tempo

que é eterno, mas que é pouco para mim!

.

Escondo, dentro em mim e deste mundo,

as dores que inda guardo e reprimidas,

Ocultas em recôndito profundo,

contudo que, jamais, são esquecidas.

.

Se guardo minhas mágoas, solitário,

as lembram, os guardados nos armários.

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