Detesto Retrospectivas

Detesto Retrospectivas

Manoel Virgílio

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Fim de ano e eu não curto retrospectos.

o fato que era alegre fica triste.

Nostálgico, pois muda de aspecto.

aos tempos, como foi já não existe.

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De fato o tempo muda todo o fato,

apaga essa lembrança que guardamos.

Se boa não tem mais o mesmo impacto,

o fato já não é o que lembramos.

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Rever o que é ruim é diferente…

Mais dói aquilo que mexeu co’a gente,

pior é a emoção que então se sente.

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Não venham co’estes fatos novamente:

– o time brasileiro goleado.

– corruptos que não foram condenados.

Não Posso Mais Viver Sem o Meu PC!

Não posso, mais, viver sem …o meu PC !

Manoel Virgílio

Sem ter o meu PC, me sinto nu,

tal qual, numa panela, o feijão cru!

Não posso mais, sem ele, bem viver,

meu mundo está vazio sem o ter.

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Difícil de viver sem Internet,

sem hacker que em tudo se intromete.

De amigos que eu ganhei em bate-papos,

com eles, até hoje, ainda trato .

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Sem “net”, sou obrigado a ver TV;

os chatos do Faustão e do Galvão,

são eles que me restam, para ver.

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Prefiro visitar, “on-line”, amigos

no “Face” e no ‘WhatsApp’, que emoção …

Sem micro e sem o “cel”, eu não consigo!

Natal

Natal

Manoel Virgílio

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Fazer um bom soneto p’ra o Natal,

difícil… não serei origimal!

Porém para saudar cada um amigo,

bem vale, então, correr este perigo.

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Saúdo meus amigos um por um,

mas não sei se inimigo tenho algum.

Porém, se por acaso. eu o tiver…

desejo-lhe igual bem que a mim couber.

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Natal! Nasceu Jesus de Nazaré,

trazendo para o mundo nova fé!

Bem forte, meu abraço fraternal,

que tenham meus amigos bom Natal!

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Ainda, aqui, desejo p’ra meu povo:

também sejam felizes no Ano Novo!

Converso Sobre o Velho e o Novo.

Converso Sobre o Velho e o Novo

Manoel Virgílio

Sonetos, minha forma de expressão,

Versando e me expressando co’emoção,

Por eles vou falando com meu povo.

Converso sobre o velho como o novo.

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Do antigo eu demonstro as saudades

De amigos, de meus tempos, de cidades.

Do novo vou versar perplexidade,

De tanto conhecer modernidades.

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Escrevo sobre o que é cotidiano;

De vida é esse meu verso, que é humano!

De tudo vou versando, qual converso.

Versejo sobre o amor, pois, muito eu amo.

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E assim, vendo o que é belo, sempre, clamo:

– A vida é muito bela e a ela eu verso!

Conversando em Sonetos

Conversando em Sonetos

Manoel Virgílio

Converso nos sonetos que eu escrevo,

até a filosofar, muito, me atrevo.

O meu cotidiano comentando,

a tudo que vou vendo, vou versando.

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A vida qual a morte me fascinam,

mistérios do universo me alucinam.

Exalto aqui, da Terra, esta beleza,

o belo como exibe a natureza.

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Descrevo o que contemplo nas cidades;

problemas sociais me preocupam

e, deles, meus sonetos mui se ocupam.

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Procuro descrever realidades,

mas o tema ao qual dou maior valor,

destaque nos meus versos é…o amor!

Amar?… Tolice!

Um soneto de 4 sílabas:

Amar ? …Tolice!

Manoel Virgílio

Eu sempre disse:

amar ? …tolice!

É muita dor,

o tal do amor!

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Inicio o dia,

sem alegria,

mas sem sofrer,

nem padecer.

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Deito-me ao leito,

e não me ajeito…

Quero esquecer!

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Se perco os sonhos,

que eram risonhos,

melhor… sofrer!

Fim de Ano

Fim de Ano

Manoel Virgílio

Em cada fim de ano, uma sensação,

de que há em nosso tempo uma parada.

É hora de fazer a avaliação

das coisas que queremos acertadas.

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Dos planos que fizemos, não cumpridos,

promessas que a nós, mesmos, prometemos.

Dos erros que não foram corrigidos,

que amigos, esquecidos, procuremos.

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De tudo que deixamos sempre em falta,

depois de cada coisa avaliada,

da ideia que, até hoje, está em pauta

e, enfim, a consciência aliviada.

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Começa um Ano Novo… a alegria,

os fogos, a champanhe… a tudo adia!