Carma

Carma

Manoel Virgílio

Eu nunca provarei, mais, do teu mel!

Querida que és, no entanto, me derrubas!

Ingrata, que aos sentidos, mui perturbas,

deixando, nos meus lábios, sabor fel.

.

Delírios e agonias, aos teus pés,

amante e adorada, me alucinas,

Amada tentação, não imaginas

que, sem o teu amor, sofro revés.

.

Sarjeta, teu amor a mim destina,

pois quanto mais te quero, é quando caio;

ao tê-la, nos meus braços, eu desmaio.

.

Viver ao teu redor é minha sina,

porém, a cada vez, sofro demais.

Cachaça… não te bebo nunca mais!

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